Moto de Bruno Krupp passa por perícia

A motocicleta usada pelo influenciador Bruno Krupp no acidente que tirou a vida do adolescente João Gabriel Cardim, de 16 anos, passou por perícia nesta quinta-feira (4). A vítima foi atropelada pelo modelo na orla da praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último sábado (30).

O objetivo da polícia é precisar a velocidade da motocicleta no momento do atropelamento. De acordo com decisão judicial que pediu a prisão de Bruno, a moto, da marca Yamaha, estaria a aproximadamente 150 km/h numa via em que a velocidade máxima é 60 km/h. Ainda segundo a polícia, o influenciador não tem habilitação para conduzir motos.

Além disso, o influenciador é alvo de outra denúncia. A modelo Priscila Trindade, em sua conta no Instagram, relatou ter sido estuprada por Bruno Krupp. O caso teria acontecido há cerca de seis anos. De acordo com ela, o caso aconteceu na casa onde Bruno morava, em Niterói, onde viveu durante parte da juventude.

“O que aconteceu comigo foi há muitos anos, na época em que conheci ele (sic)… Eu o conheci numa roda de amigos, flertamos e depois de alguns flertes aceitei ir até a casa dele em Niterói para irmos a uma festa. […] Falei várias vezes para ele parar e ele literalmente me forçou. Forçou. Depois de muito relutar, cedi e foi horrível. Era muito constrangedor “, disse.

Bruno Krupp está preso por conta do atropelamento desde a última quarta-feira (3). Ele foi localizado em um hospital particular no bairro do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde permanece sob custódia. O acusado foi detido por policiais civis da 16ª DP (Barra da Tijuca) após a Justiça emitir mandado de prisão contra ele.

Após o acidente, ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas recebeu alta no dia seguinte, domingo (31). O mandado de prisão emitido pela Justiça foi por crime de homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar. Segundo a Polícia Militar, o influenciador conduzia o veículo sem placa e não era habilitado.

De acordo com relatos de testemunhas à polícia, o suspeito estava em alta velocidade no momento do atropelamento, que aconteceu na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após João ser atingido, a perna foi separada do corpo pelo impacto e caiu 50 metros após o local do acidente. O jovem também foi socorrido ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas acabou morrendo.

A reportagem tentou contato com William Pena, advogado de Bruno, mas, até o fechamento deste texto, não havia sido encaminhada resposta. Caso haja o interesse em se manifestar, o espaço permanece aberto.