Morte de Marcelo Decolores: quase três meses após o crime nenhuma resposta

Se estivesse vivo, certamente a comunidade da Ponta da Areia, em Niterói, e familiares estariam em festa nessa sexta-feira (29), com o aniversário de Marcelo Conceição da Silva, o Marcelo Batata ou Decolores, que completaria 50 anos de idade. Mas o que restou foi incerteza e o silêncio das autoridades em meio a investigação que apura o assassinato do proprietário do Bar e Restaurante Decolores, um dos mais tradicionais e simpáticos do bairro, especializado em gastronomia de frutos do mar, ocorrido na madrugada do dia 4 de setembro.

Proprietário do estabelecimento, Marcelo foi morto a tiros no Morro da Penha, quando participava de uma confraternização entre amigos da comunidade. O caso foi registrado inicialmente como crime de “latrocínio” (roubo seguido de morte), mas logo em seguida a delegacia especilizada passou a receber informes que o crime envolveria um plano para implantar o tráfico de drogas no Morro da Penha, considerada uma das comunidades mais pacatas da cidade. O assassinato de Marcelo possivelmente teria ocorrido somente como forma de aterrorizar a comunidade e a”abrir caminho” para a implantação da venda de drogas por uma facção criminosa na localidade e espalhar o mêdo. Um ato de retaliação.

Na madrugada do crime, pelo menos três homens subiram o Morro da Penha, onde Marcelo e amigos estavam reunidos num bar, durante uma tradicional confraternização nas terça-feiras, e no local anunciaram um assalto. No mínimo estranho, pois os criminosos tinham conhecimento prévio que o bar estava aberto, por volta das 3 horas da manhã, na parte alta da comunidade. Após recolherem os pertences das pessoas que estavam no local e deixarem o bar, um dos criminosos retornou e atirou contra a vítima, que não havia esboçado qualquer reação.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG) não deu declarações sobre o trabalho de investigação. Inicialmente havia informe de fontes sobre a prisão de cinco pessoas, acusadas de integrarem o tráfico no Morro do Estado, no Centro. Eles teriam ligações com outros criminosos que tinham por finalidade colocar em prática o plano de invadir e dominar o Morro da Penha, implantando a venda de drogas. Para isso mantinham contato com um homem cumpre pena pelo mesmo crime e outro que também mantinha a comunidade como domicílio. Porém, por motivos que a comunidade ainda desconhece, não foi mais divulgado qualquer informe sobre o trabalho e o progresso das investigações para elucidar o crime.

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