Morte de 3N pode gerar gerra entre facções

Augusto Aguiar –

As horas que se seguiram após a morte do traficante Thomas Jayson Gomes Vieira, o 3N, e seus aliados foram de tensão para a população de vários bairros de São Gonçalo, com relatos de ameaças de traficantes para o fechamento de estabelecimentos comerciais e o temor de um violento enfrentamento entre criminosos aliados do marginal, da facção Terceiro Comando Puro (TCP), e rivais do Comando Vermelho (CV) pelo controle da venda de drogas na cidade. Ele, Alexandre Souza de Lima, o Xandinho (seu segurança), e Luiz Ricardo Monteiro Cunha, o Ricardinho, três dos seis mortos, foram sepultados na tarde de ontem no Cemitério São Miguel, no mesmo bairro, em São Gonçalo.

De acordo com relatos, o “luto forçado” em várias localidades foi determinado logo após a confirmação da notícia sobre a morte de 3N e mais cinco comparsas, em confronto ocorrido num sítio localizado em Itaboraí, na manhã de terça-feira. Donos de estabelecimentos comerciais, situados em bairros como Jardim Miriambi, Amendoeira, e Vila Candoza se queixaram que bandidos teriam ordenado que eles não abrissem as portas em sinal de luto.

A morte de 3N abre ainda uma outra possibilidade ainda mais perigosa, segundo a polícia, que seria a de uma guerra pelo controle de várias comunidades espalhadas por São Gonçalo e na vizinha Niterói, onde a mesma facção de 3N teria assumido o controle da venda de drogas nos últimos meses. A morte do criminoso abriria uma “janela” para que rivais do CV tentassem se aproveitar da morte de Thomas Jhayson para retomar o território perdido. Por isso, policiais do 7º BPM e 12º BPM e policiais civis estão em alerta, pois certamente haverá resistência.

Traficante e comparsas teriam invadido sítio onde morreram

A Polícia Civil está investigando informações de que o sítio onde 3N e cinco comparsas morreram em confronto, na manhã de terça-feira, teria sido invadido para servir de esconderijo. Na propriedade, na localidade de Vila Verde, residia uma aposentada, de 71 anos, e seus familiares. Segundo informações, ela havia sido procurada inicialmente no mês de agosto e teria recebido uma proposta para alugar o sítio através de um criminoso ligado a 3N. Como rejeitou a proposta, a família foi obrigada a deixar o imóvel e morar em outro bairro, temendo por represálias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *