Morre taxista espancado e atropelado por assaltante

Uma triste notícia marcou familiares, amigos e motoristas de táxis que trabalham no eixo Niterói-São Gonçalo. Morreu na terça-feira, no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, o taxista Adinor Mello Filho, de 63 anos, conhecido como Nonô. Ele estava internado desde o último dia 12. Adinor, que era conhecido por fazer ponto nas imediações da Rodoviária de Niterói, no Centro, não resistiu aos ferimentos ao ser agredido por bandidos e atropelado por um assaltante durante um roubo ocorrido nas imediações da Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista, em São Gonçalo. Em clima de consternação, o corpo do taxista foi sepultado, na tarde de ontem, no Cemitério de São Gonçalo.

Pelo menos 300 pessoas – entre amigos e parentes – participaram do enterro. Muitos táxis estavam na frente do cemitério com frases pedindo paz e justiça. Após o sepultamento alguns motoristas percorreram as ruas do Centro de São Gonçalo e de Niterói, em carreata, pedindo pela elucidação do crime.

Durante o trabalho de levantamento para identificar e prender os envolvidos no bárbaro crime, PMs do 7º Batalhão (São Gonçalo) e agentes da 73ª DP (Neves) prenderam, no dia 20, José Carlos Nascimento de Almeida Júnior, de 23 anos. Ele foi apontado no envolvimento do espancamento e atropelamento de Adinor. Ele foi preso em Alcântara. Para chegar até ele, agentes conseguiram fazer um rastreamento do aparelho celular da vítima, que havia sido vendido no calçadão do Alcântara. A partir daí, uma testemunha que havia comprado o telefone (desconhecendo que o mesmo era roubado) descreveu o criminoso, que vendia pertences roubados no Alcântara.

De acordo com a 73ª DP, José Carlos confessou a autoria do crime. Ele teria revelado ainda onde abandonara o carro da vítima, que trabalhava na profissão, segundo amigos, há mais de 25 anos.

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