Morre Sidney Poitier, primeiro ator negro a ganhar um Oscar

O mundo lamenta mais uma dura perda. Morreu nesta sexta-feira, aos 94 anos, o ator Sidney Poitier. O foi um dos protagonistas da chamada Era de Ouro de Hollywood, ficou eternizado em filmes como “Adivinha quem vem para o jantar”, “No Calor da Noite” e “Uma voz nas sombras”.

Este último lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 1964 e fez dele o primeiro negro a ganhar o prêmio. Isso só se repetiu 38 anos depois, com Denzel Washignton levando a estatueta por “Dia de treinamento”. Coincidentemente, foi o mesmo dia em que Poitier recebeu o Oscar pelo conjunto da obra.

A notícia da morte foi anunciada por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier. Ele tinha dupla cidadania já que nasceu inesperadamente em Miami durante uma visita dos pais aos Estados Unidos, lembra o Independent. Ele cresceu nas Bahamas, mas mudou-se para os Estados Unidos aos 15 anos. Seu primeiro filme foi “No way out” em 1950, e o primeiro protagonista veio em 1955 em “Sementes da violência”.

Em 1959, com “Acorrentados” (1958), recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator. Foi a primeira vez de um negro indicado na categoria. Poitier chegou a receber duas indicações ao Emmy de melhor de telefilme na década de 1990: um deles, por interpretar Nelson Mandela, no filme para TV “Mandela and the Klerk” (1997).

No Brasil, o seu maior sucesso foi “Ao Mestre com Carinho” (1967). Protagonizado por Sidney Poitier, a obra acompanha um engenheiro negro que, após ficar desempregado, resolve dar aulas em Londres. Mas a tarefa não é nada fácil. Entre adolescentes indisciplinados e desordeiros, Mark Thackeray (Sidney Poitier) descobre que ensinar é muito mais que apenas uma profissão. É paixão, dedicação e eterna troca de conhecimento.

Baseado na autobiografia de E. R. Braithwaite, a obra cinematográfica rapidamente se tornou um sucesso, seja pela presença de Poitier, pela emocionante história ou mesmo pela marcante trilha sonora.  A canção-tema, “To Sir, with Love”, cantada por Lulu, transformou-se em um sucesso, sendo citada pela revista Billboard como a “número um” daquele ano após liderar as paradas musicais nos Estados Unidos.

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