Morre senador Arolde de Oliveira, 83, vítima da Covid-19

Morreu hoje à noite (21), por falência múltipla dos órgãos em decorrência da Covid-19, o senador Arolde de Oliveira, aos 83 anos. Ele estava internado desde o dia 4 deste mês na UTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio. Segundo informações de sua assessoria, o político já estava curado da doença, mas apresentava um quadro de agravamento das sequelas nas vias respiratórias.

Ele já estava com coronavírus ao menos desde 11 de setembro, quando se afastou das convenções estaduais do PSD, partido que preside.

Militar, engenheiro e economista, Arolde de Oliveira foi deputado federal por nove mandatos e atualmente era senador pelo estado do Rio de Janeiro. Elegeu-se pela primeira vez ao senado em 2018 em meio à onda conservadora, com o apoio de Silas Malafaia e da família Bolsonaro. Era proprietário do Grupo MK de Comunicação, que possui rádios e gravadoras evangélicas.

No mês passado, seu nome foi citado nas investigações policiais do assassinato em Niterói do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis, deputada federal por seu partido, ocorrido em junho do ano passado. O aparelho celular da vítima conectou na rede wi-fi da casa do senador na Barra da Tijuca, quando o chip original foi trocado por outro em nome de Yvelise de Oliveira, esposa de Arolde. Os casais eram próximos por política partidária e projetos musicais em comum.

O primeiro suplente do senador é o advogado Carlos Francisco Portinho, ex-secretário estadual de Meio Ambiente e municipal de Habitação do Rio. Especializado em direito desportivo, foi vice-presidente jurídico do Flamengo em 2002. Ele é também co-fundador do PSD no estado do Rio. Em 2016, foi candidato a vereador na capital fluminense, mas não se elegeu.

O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias. “Seu trabalho na política e na comunicação do Brasil deixam um legado social em prol da população, em especial dos fluminenses. Minha solidariedade aos familiares e amigos, assim como a todos aqueles que perderam entes queridos nesta pandemia”, declarou Cláudio Castro, governador em exercício do Rio de Janeiro, sobre Arolde de Oliveira.

Do mesmo partido, o candidato a prefeito de Niterói Felipe Peixoto lamentou o ocorrido. “Com muito pesar recebo essa notícia tão triste da passagem do amigo e líder político, senador e presidente do PSD, que me acolheu com muito carinho no partido e foi também um grande incentivador da minha candidatura a prefeito. Meus sinceros sentimentos à família, em especial à viúva Yvelise. Tenho muita gratidão pela oportunidade de conviver com esse ser humano especial. Descanse em paz, Arolde!”

Prefeitável pelo PSD em São Gonçalo, o ex-deputado federal Roberto Sales relembra sua convivência próxima com o senador. “De sua longa carreira pública, ficam muitos ensinamentos para todos nós que tivemos o privilégio de conviver com ele. Fui recebido pelo senador em março e ele quem me escolheu para ser o candidato do partido à Prefeitura de São Gonçalo”, conta.

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