Morre o jornalista Martinho Santafé

O jornalista, poeta e artista plástico Martinho Santafé, morreu na tarde de desta terça-feira (05), aos 67 anos, em Campos. O falecimento foi divulgado em nota pelo Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região. Mesmo lutando contra um câncer, Martinho era diretor da Revista Visão Sócio Ambiental. Segundo informações, o velório acontecerá na Capela da Santa Casa, em frente ao Cemitério do Caju, onde será realizado o sepultamento, nesta quarta-feira (06), ainda sem horário definido.

Em postagem no Facebook, a filha de Martinho, Maíra Santafé, escreveu uma mensagem sobre o pai, que, além de jornalista, também teve atuação no Carnaval de Campos, uma vez que seu pai, Herval Santafé, foi o fundador do tradicional bloco “Os Caveiras”.

“Sorte eu ter tido tempo de me despedir. Sorte eu ter tanta coisa dele… Sua musicalidade, sua poesia, sua alegria e sociabilidade. Papai sempre foi muito carismático. Foi a pessoa mais sociável que conheci. E um coruja confesso. Sorte eu ter tanto dele em mim. Sorte termos tido o privilégio de aprendermos tanto um com o outro. Sorte eu ter ele para me fazer amar o Carnaval, e com ele passei os melhores carnavais da minha vida. Sorte ter tanta lembrança bonita de sua passagem por esse plano. Obrigada, papai. Por tudo. Que sorte eu ter tido a oportunidade de me despedir de você. Amo você, papai coruja. Que dor não conseguir ter chegado a tempo para falar isso de novo”, publicou Maíra, que reside em Niterói.

Martinho Santafé ingressou no jornalismo em 1970. No início na década, passou quatro anos em exílio “voluntário e sugerido” pela América Latina, como definiu em artigo escrito para ocasião do 40º aniversário da Folha da Manhã, em janeiro do ano passado, quando era editor-geral do diário. Em 1974 e 1975, trabalhou no extinto jornal “A Cidade”, de Campos, interrompendo em seguida a carreira jornalística. Retornou à profissão em maio de 1977, como chefe da sucursal de “O Fluminense”, ao lado de sua primeira esposa, Fátima Lacerda, e de Giannino Sossai. Convidado pelos diretores Aluysio Barbosa (in memorian) e Diva Abreu, participou de reuniões no período do surgimento da Folha, em 1978, dois anos antes de assumir a função de editor-geral. No jornalismo, trabalhou ainda em “O Debate”, jornal de Macaé, cidade escolhida para morar nos últimos anos.

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