Morre o ator e diretor Cecil Thiré, 77 anos, no Rio

Morreu hoje, aos 77 anos, o ator e diretor Cecil Thiré. Ele estava em seu apartamento no bairro carioca do Humaitá. A causa mortis divulgada foram complicações de saúde decorrentes do mal de Parkinson.

Nascido Cecil Aldary Portocarrero Thiré no Rio em 28 de maio de 1943, era filho único da união entre a atriz Tônia Carrero e o artista plástico Carlos Arthur Thiré. Ganhou o nome em homenagem ao avô, matemático, professor e escritor.

Cecil atuou em cinema, teatro e televisão, além de ter sido professor de interpretação. Atuou em mais de 20 novelas e minisséries, a maioria na Rede Globo. Entre inúmeros papéis importantes, destacam-se os vilões Mario Liberato em Roda de Fogo e Adalberto Vasconcelos em A Próxima Vítima, o assassino em série da trama. Outros sucessos foram O Espigão, Escalada, Sol de Verão, Champagne e Top Model. Foi o preparador de elenco de Pai Herói.

Implantou, em 1986, da Casa da Interpretação, no bairro carioca de Laranjeiras, e fundou a Oficina de Atores da Rede Globo. Também foi proprietário de um sítio no município fluminense de Piraí, onde criava gado, e de um restaurante em Rio das Ostras.

Em 2006, saiu da Rede Globo, onde participava do humorístico Zorra Total, e assinou contrato com a Rede Record para participar da novela Cidadão Brasileiro, de Lauro César Muniz. Na emissora também integrou o elenco de Vidas Opostas, de Marcílio Moraes.  De lá saiu em 2014. Nos últimos 30 anos, interpretou por várias vezes o papel de Pôncio Pilatos no espetáculo aberto A Paixão de Cristo, apresentado em Angra dos Reis e nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.

Ele deixa quatro filhos: os atores Carlos, Miguel e Luísa, frutos do casamento com Norma Pesce, e João, da união com Carolina Cavalcanti. Desde 2006, estava casado com a produtora musical Nancy Galvão.

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