Morre Genival Lacerda de Covid-19 no Recife

O ícone do forró, o cantor e compositor Genival Lacerda, não resistiu a agressividade da Covid-19 e morreu na manhã dessa quinta-feira (7). Aos 89 anos o artista estava internado desde o dia 30 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, em Recife. A doença foi se agravando e Lacerda precisou até mesmo de uma transfusão de sangue nos últimos dias, já que o estado de saúde dele era grave

A situação foi tão grave que o filho do artista, João Lacerda, liderou uma campanha de doação de sangue nas redes sociais. No primeiro dia do ano Genival recebeu uma bolsa de sangue doada pelo banco Hemato, na Boa Vista, em Recife. Apesar do procedimento, dias depois, no dia 4 ele teve uma piora no estado de saúde e estava com ventilação mecânica.

O último boletim divulgado por João Lacerda foi no dia 4 e não mostrava um panorama positivo: ‘

O sr. Genival Lacerda permanece internado na UTI em estado grave. Encontra-se no 33° dia de ventilação mecânica, em uso de drogas vasoativas. Vem em uso de antibiótico e não há perspectiva de alta deste setor’.

De acordo com nota Genival é nascido em Campina Grande, no ano de 1931, cidade que é considerada a capital do forró na Paraíba, Lacerda foi autor de sucessos como Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de Pilha, em meio aos cerca de 70 discos lançados por ele – o primeiro deles, gravado em 1955, quando já havia se mudado para Pernambuco. Incentivado por seu concunhado, o músico Jackson do Pandeiro, Lacerda se mudou para o Rio de Janeiro em 1964, onde trabalhou em algumas casas de forró. O salto na carreira só veio em 1975, quando lançou a música Severina Xique-Xique – famosa pelo verso “ele tá de olho é na butique dela”, feita em parceria com João Gonçalves. O disco vendeu cerca de 800 mil cópias.

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