Morre em Londres o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II

O Palácio de Buckingham anunciou, nessa sexta-feira, a morte do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II. Ele tinha 99 anos, e completaria 100 em junho. Em fevereiro, ele passou mal e foi internado como “medida de precaução”, num hospital de Londres. No entanto, foi transferido e submetido a uma cirurgia cardíaca, recebendo alta após um mês. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Em nota, o Palácio de Buckingham disse: “É com muito pesar que a Vossa Majestade, a rainha, anuncia a morte de seu querido marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo. Vossa Majestade faleceu em paz nesta manhã no Castelo de Windsor”. O palácio ainda não divulgou informações sobre o funeral do príncipe. O duque e a rainha foram casados por mais de 70 anos, se tornando o casal real mais duradouro da história da Inglaterra. O Príncipe Philip da Grécia e da Dinamarca, bisneto da rainha Victoria (como a própria rainha Elizabeth II), nasceu em uma mesa de cozinha na ilha de Corfu, em 10 de junho de 1921.

Um ano depois, em dezembro de 1922, foi retirado da ilha em uma caixa de laranjas com o restante da família em um navio britânico, quando o tio, o rei Constantino I da Grécia, avô da rainha da Espanha, teve que partir para o exílio. Após passar algum tempo em um pensionato da Escócia, ingressou na Marinha britânica e lutou na Segunda Guerra Mundial. Depois do casamento, em 1947, com a então jovem princesa Elizabeth, Philip Mountbatten foi enviado a Malta, mas a meteórica ascensão militar foi interrompida pela subida ao trono da esposa, em 1952, o que o obrigou a renunciar à carreira.

Com o tempo, conquistou a simpatia dos britânicos com o trabalho de incentivador de quase 800 organizações. Com a prematura morte do rei George VI, Elizabeth subiu ao trono aos 25 anos. Philip tornou-se príncipe consorte, sendo obrigado a mudar o sobrenome, Mountbatten, porque, segundo Winston Churchill, soava muito alemão, numa época de guerra. “O príncipe Philip é o único homem em todo o mundo que trata a rainha como um simples ser humano”, contou certa vez o ex-secretário privado de Elizabeth II, Lord Charteris. “É o único que se pode permitir. E isso agrada a ela”, acrescentou.

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