Morre bebê queimada em hospital de Niterói

Após dias lutando pela vida, Juliana, a bebê de seis meses que teve queimaduras de segundo grau em 37,5% do corpo não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde de sexta-feira (28). A menina estava internada no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, desde dia 14 por complicações com a traqueostomia. Mas o caso se agravou no dia 18, depois dela ter sofrido queimaduras graves durante um banho. O caso que foi registrado e estava sendo investigado como lesão corporal grave culposa, mas passou para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O delegado da 78ªDP, Luiz Jorge, lamentou a morte da bebê e explicou sobre a mudança na tipificação do crime.

“Estou triste. Nós estamos aguardando o laudo da necropsia. Ela agora responderá por homicídio culposo com aumento de um terço da pena. Por inobservância de regra técnica da profissão”, explicou.

O advogado do caso, Pedro Rocha, disse que na quarta-feira (26) entrou com a ação cível de reparação de danos morais na Comarca de Niterói e que o processo será mantido.

“Infelizmente o pior aconteceu e estou desolado com a situação. Vamos guardar o andamento do processo, cível e também o criminal. Ela sofreu muito”, finalizou emocionado.

Na sexta-feira a avó da menina, a cabeleireira Adilene Feitosa, 51 anos, estava inconsolável.

“Minha neta morreu. Minha neta morreu”, esbravejava.

Os pais da menina não conseguiram falar com a reportagem sobre o falecimento da filha caçula. O caso seria encerrado na semana que vem e o delegado comentou, em entrevista na quinta-feira (27) que no depoimento a técnica se mostrou muito triste com o ocorrido.

Prefeitura – A direção do Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho (Getulinho) informou que após a conclusão da apuração interna a funcionária foi demitida. A sindicância atestou que ela não conseguiu verificar corretamente a temperatura da água porque usava luvas. A bebe havia dado entrada na unidade com um caso de pneumonia e complicações na traqueostomia. Ela apresentava severo comprometimento neurológico. As causas da morte estão sendo apuradas. Para a apuração dos fatos, foram ouvidos 12 profissionais de saúde da unidade e analisadas as imagens das câmeras de vigilância. Também foi realizado um levantamento técnico e avaliação dos insumos e equipamentos utilizados no tratamento da paciente, além de análise da água, entre outras medidas.

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