Morre Antônio Petrus Kalil, o Turcão

Morreu hoje Antônio Petrus Kalil, o bicheiro Turcão, aos 93 anos. O contraventor estava internado num hospital de Niterói, com pneumonia. O enterro está marcado para amanhã, no Cemitério Parque da Colina. Ele, ao lado de figurões do samba, estava no banco dos réus por conta da Operação Furacão que havia marcado na Justiça do Rio para o próximo mês de fevereiro o julgamento (2ª instância) da cúpula da contravenção no estado.

Ao todo serão 23 réus, entre os quais Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, que foi presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Antônio Petrus Kalil, o Turcão, e Aniz Abraão David, o Anísio, patrono e presidente de honra da Beija-Flor, de Nilópolis, na Baixada Fluminense.

A família do contraventor sempre teve influência em áreas de Niterói e São Gonçalo, além dos municípios de Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim, Saquarema e Araruama, na Região dos Lagos. Devido à idade, Turcão, já há alguns anos, não estava mais à frente do jogo do bicho e seguia em liberdade.

Turcão, assim como o Capitão Guimarães e Anísio, são apontados como líderes da contravenção no Rio nas décadas dos anos 80 e 90. Eles foram condenados em 1ª instância a 48 anos e 8 meses de prisão, e aguardam em liberdade o juri. Além dos bicheiros, também respondem ao processo um grupo de empresários, advogados e policiais. Se as condenações forem mantidas pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o Ministério Público Federal (MPF) vai pedir que os réus voltem imediatamente para a cadeia. A Operação Furacão foi deflagrada em abril de 2007, quando foram presos 25 acusados de envolvimento com a chamada máfia dos caça-níqueis que atuava no estado.

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