Morre a matriarca que teve a família assassinada em SG

Augusto Aguiar

Menos de quatro meses após o advogado Wagner Salgado, diretor da OAB-São Gonçalo, sua mulher Soraya, e sua filha de 10 anos, terem sido assassinados dentro de um apartamento no Barro Vermelho, e menos de dois meses após sua cunhada Simone (irmã de Soraya) e dois filhos gêmeos terem sido indiciados pelo crime, a Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) voltou ao caso. Dessa vez a polícia investiga, através de minucioso trabalho pericial, a real causa da morte, na terça-feira, da matriarca da família, Yonne Cardoso de Resende, de 80 anos. De acordo com investigação anterior da DHNSG, o triplo homicídio cometido em fevereiro, e cuja mentora seria Simone, teria sido motivado por conta de uma disputa judicial pela herança de Yonne (avaliada em cerca de R$ 7 milhões). O pai de Simone é falecido. Ela, um de seus filhos e mais dois cúmplices são acusados pelo bárbaro crime. A idosa morreu de causa “indeterminada”, no Pronto Socorro Dr. Armando Gomes de Sá Couto, no bairro Zé Garoto, na terça-feira, e a especializada está requisitando uma autópsia que indique a causa mortis. O sepultamento de Yonne estava previsto para a tarde de ontem, no Cemitério Municipal de Saquarema. Simone Gonçalves de Resende é filha legítima, enquanto Soraya Gonçalves de Resende era adotiva e cuidava de Yonne. A polícia foi informada que a idosa estava internada na mesma unidade e faleceu na manhã de terça-feira.

Na madrugada do dia 17 de fevereiro homens armados invadiram o apartamento onde dormiam Soraya, o marido e a filha e mataram as vítimas enquanto dormiam. O advogado ainda chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada numa unidades hospitalar. Ao longo das investigações para apurar os autores do crime, a polícia descobriu que mentora teria sido Simone, com a cumplicidade dos dois filhos (Lucas e Matheus) e mais dois homens, chamados para serem os executores, identificados como Diego Moreira da Cunha e Gabriel Botrel de Araújo Miranda. Todos foram presos dias após o crime. A Justiça não acatou o pedido de prisão de Lucas (por falta de mais indícios) e expediu mandado para os demais. O inquérito sobre o triplo homicídio encontra-se em fase de instrução na vara criminal, de acordo com o presidente da OAB-São Gonçalo, Eliano Enzo.

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