Morre a jornalista Elzita Bittencourt do Valle

A jornalista, empresária e educadora faleceu em Niterói na noite deste sábado (21).

Muito conhecida, destacou-se como combativa jornalista.

Um dos filhos, Felipe Bittencourt do Valle publicou este texto nas redes sociais:

“É com imenso pesar que a nossa família comunica o falecimento da querida, estimada e amada Elzita Nely Bittencourt do Valle, ocorrido na data de ontem (21/05/2022)”, contou.

Mãe de três filhos (André, Fernando e Felipe) e avó de seis netos (Mônica, Flávio, Bernardo, Lucas, Pedro e Victoria), Elzita era casada há 57 anos com seu amado marido Ronaldo.

Dona de uma personalidade marcante, Elzita era uma mulher à frente do seu tempo.

Foi professora de história, fiscal de educação, pianista notável, proprietária de jornal, colunista social e redatora, em uma época em que poucas mulheres se aventuravam no mercado de trabalho.

Ela certamente foi uma inspiração para muitas outras mulheres que viam nela um exemplo de que poderiam sim ter o seu lugar de direito na nossa sociedade.

Conhecida como a “locomotiva do high society niteroiense”, Elzita era uma colecionadora de amigos e grande anfitriã nas festas memoráveis que promovia em sua bela casa no bairro do Ingá, até hoje lembradas por seus convidados.

A sua grande generosidade nunca passou despercebida por todos aqueles que a conheceram. Ela não sossegava até conseguir ajudar um amigo e era daquele tipo de pessoa que tirava a joia do pulso para dar a alguém que havia feito um elogio a tal objeto.

Sempre estava à disposição dos amigos que a procuravam. Certa vez, em visita a um país pobre do Caribe, foi com uma mala repleta de roupas e voltou sem nada.

Doou tudo para os necessitados. Elzita era assim. Seu desprendimento com as coisas mundanas também era uma marca do seu comportamento. Ganhou mais de trinta títulos e condecorações de Câmaras Municipais e demais órgãos. Nunca foi lá buscá-los.

Por muitos anos após a sua aposentadoria, Elzita ainda era parada nas ruas por seus antigos alunos do Liceu Nilo Peçanha, saudosos das aulas de história em que vertia sua vasta cultura adquirida em longos estudos e em visitas a numerosos países ao redor do mundo.

Sua biblioteca era composta por centenas de livros, todos religiosamente lidos. Possuía a rara capacidade de ler um livro de 400 páginas em um único dia, com clara compreensão.”

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