Moradores do Palmeiras não recebem cartas há um ano

Anderson Carvalho

Moradores de diversas ruas do bairro Palmeiras, na zona norte de Niterói, estão tendo que ir todo mês ao posto distribuidor dos Correios, na Rua Saldanha Marinho, no Centro, pegar as próprias correspondências, que deveriam ser entregues em suas casas. Porém, de acordo com eles, este serviço, que é público, não é realizado há mais de um ano, o que faz com que boletos não sejam entregues e eles tenham que pagar contas com multa, entre outros transtornos.

Na última sexta-feira, os aposentados Nelson Antônio de Souza, de 66 anos, Nilton Monteiro de Lima, 69, e Antônio Santana, 67, além do pintor José de Souza, 57, estiveram no posto esta sexta-feira para pegar as correspondências. “Isso está acontecendo há mais de um ano. Preciso vir aqui pelo entre três e quatro vezes por mês pegar as minhas correspondências. Os carteiros não passam mais na rua onde moro”, relatou Nelson, morador da Rua Célio Gouveia. “As casas lotéricas só aceitam boletos. Então, tenho pago tudo atrasado e com multa. As contas não chegam”, reclamou Nilton, residente na Rua Professor Brandão Júnior.

“Já tive até cartas extraviadas. Vim aqui e disseram que não havia carta nenhuma. Entrei em contato com as empresas de cartão de crédito e disseram que tinham enviado a fatura. Ocorre com frequência”, denunciou Antônio Santana. “Não dão nenhuma explicação para a gente”, lamentou José de Souza.

Os Correios confirmaram que, devido à insegurança, há mais de um ano e meio não há entrega domiciliar em trechos do Fonseca, como Palmeira, Coreia e Santo Cristo. A medida visa assegurar a integridade física dos carteiros e está amparada pelo Art. 8º da Portaria 6.206, de 13 de novembro de 2015, do Ministério das Comunicações. Em consequência, os moradores das localidades citadas precisam receber a correspondência no CDD Icaraí, localizado no Centro.

No entanto, o problema no atraso da entrega de correspondências acontece em bairros nobres, sem a restrição ocasionada pela segurança. Em São Domingos, por exemplo, contas de cartão de crédito ou simples cartas sempre chegam com atraso.

“Uma vez recebi um convite para um evento, que seria no dia 10, mas a carta só chegou no dia 18”, relata um morador do bairro, que acrescenta: “As contas sempre chegam com dias de atraso e sempre que paga os juros somos nós. Os Correios não se responsabilizam por isso”.

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