Moradores de Saquarema sugerem o que a prefeitura pode fazer com o dinheiro da Cedae

Se a mina de ouro há décadas para o estado do Rio, em 2021 um outro recurso oriundo da natureza promete ser o novo eldorado fluminense. A água. Ou melhor, o rateio do leilão da empresa responsável pelo fornecimento dela para o estado, a Cedae.
Desde que o governador Cláudio Castro anuciou na quarta (16) o valor que cada cidade vai receber e quanto será o parcelamento nos três anos em que haverá o pagamento – 2021, 2022 e 2025 – as prefeituras aguardam ansiosamente o dinheiro entrar na conta para fazer uma série de serviços e outras medidas com uma verba que não era esperada até então. Mas não são apenas os governos municipais que esperam por isso. Os moradores também.
Saquarema vai receber exatamente R$ 10.275.141, sendo R$ 6.678.841
neste ano, R$ 1.541.271 no próximo e R$ 2.055.028 em 2025. E os moradores sugerem o que prefeitura pode fazer de forma mais imediata.

Morador do bairro Barra Nova, o motorista de aplicativo Vinícius Viana afirma que a cidade, de forma geral, tem os serviços públicos de qualidade. Ele elogia a estrutura da saúde pública, que, segundo ele, “melhorou muito” nos últimos dez anos. Mas também alega que a cidade tem “problemas uns crônicos que são antigos” e cita um em especial que muito o incomoda. A falta de transporte público para moradores da cidade.

“São poucas linhas de ônibus por aqui. E em Barra Nova você precisa pegar o ônibus pontualmente no chamado horário cheio, que seria, por exemplo, 11 horas. Você já tem que ficar no ponto uns 10 ou 15 minutos antes. Se passar alguns dos segundos da hora, você só consegue pegar outro por vota de meio-dia. Ou então você se dirige à Rua Nossa Senhora de Nazaré, que é a rua que fica beirando a praia. Na prática, você fica dependendo muito de carro ou moto. Quem não veículo se prejudica”, explicou Viana.

De acordo com a transparência da Prefeitura de Saquarema, de janeiro até agora foi investido R$ 1 milhão no programa “Transporte para Todos”, projeto social onde o Executivo divide os custos da passagem com o morador de baixa renda. Atualmente o valor da tarifa está em R$ 3,85.

Já os investimentos em infraestrutura de transporte, ainda de acordo com a transparência, tiveram uma despesa de R$ 200 mil neste ano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 + 15 =