Moradores de Jurujuba fazem abaixo-assinado por melhoria no transporte

Raquel Morais –

Um abaixo-assinado dos moradores de Jurujuba chama atenção para um problema antigo sobre o transporte público no bairro. Eles pedem mais uma linha de ônibus, uma vez que por lá só circula o 33 há mais de 40 anos. Caso não se instale outra linha, os moradores pedem ao menos uma alteração no itinerário. Em outros bairros e ruas também sofrem com a escassez de linhas, como a Rua Fagundes Varela, que conta apenas com a linha 57; o Bairro de Fátima, com a linha 03, e Várzea das Moças, com a 46.

Carolina Basílio tem 34 anos, mora em Jurujuba diz que o 33 só passa pela Praia de Icaraí e segue para o Centro. “Sempre contestamos o fato do morador de Jurujuba ser refém a única saída de transporte do bairro. Na verdade, o nosso pedido tem sido feito por muitos anos e nunca foi atendido. Não sei o motivo, porém sempre ouvimos como resposta que o bairro não comportava outra linha de ônibus, devido ao pequeno espaço físico para eventuais manobras ou pontos finais. Mas o trânsito de Jurujuba é um problema antigo, provocado por vários fatores, um deles é o acesso à praia do forte Rio Branco, outro é a visitação a Fortaleza de Santa Cruz, que por sua vez decidiram alargar o caminho. Isso é ótimo pois é um progresso, mas e o morador de Jurujuba?”, indagou a jovem.

Carolina frisou ainda que a proposta é viabilizar a inclusão do coletivo 33B (Terminal via Roberto Silveira). “A proposta é que saia um ônibus via praia e um ônibus via Roberto Silveira, intercalados,

com parada em todos os pontos da (Avenida) Roberto Silveira, e apenas no primeiro da Amaral Peixoto e, por fim, no terminal”, completou a palestrante.

O mesmo acontece com a dona de casa Ana Teresa, de 61 anos, que mora no Bairro de Fátima há mais de 25 anos. No bairro apenas a linha 03 circula por algumas ruas. “O ônibus passa de meia em meia hora e no final de semana é pior ainda. O ônibus também não passa em todas as ruas. Queremos um micro-ônibus para facilitar a vida dos moradores”, reforçou.

Outros exemplos como esse acontece na Rua Fagundes Varela, onde só passa a linha 57 e em Várzea das Moças que só conta com o 46. O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Rio de Janeiro (Setrerj) informou em nota que para que novas linhas sejam criadas ou trajetos sejam alterados são necessários estudos que avaliem a demanda adequada para estas mudanças. Estes estudos ainda não foram feitos nessas regiões pois as empresas ainda não perceberam esta mudança e necessidade de demanda. Se isso acontecer em algum momento eles farão os estudos a fim de viabilizar as alterações necessárias. Já a Prefeitura de Niterói não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

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