Moradores da Região Oceânica denunciam problemas no serviço de internet

Cabos rompidos e fiação nas calçadas são uma constante nas principais vias da região

Moradores da Região Oceânica de Niterói denunciam que a localidade vem sofrendo com sucessivos problemas de conexão com a internet. Relatos são de disputas pela prestação de serviço e falta de manutenção por parte da principal operadora que atua na região. Cabos rompidos e fiação nas calçadas fazem parte da realidade do local.

Clientes da operadora Oi relatam que vem enfrentando sérias dificuldades com o sinal de internet em suas residências. Nas redes sociais, moradores relatam, em grupos de bairro, que precisaram cancelar contrato com a gigante de telecomunicações e aderir aos serviços prestados por operadoras locais que atendem na região.

Cabos recortados e fiação nas calçadas fazem parte da paisagem na Estrada Francisco da Cruz Nunes

Uma moradora do bairro Cafubá que pediu para não ter sua identidade revelada, explicou à reportagem de A TRIBUNA que bandidos da região estão impedindo que técnicos da operadora Oi entrem nas ruas do bairro para realizarem reparos na rede de cabos mantidos pela operadora. Ela também relata que esses mesmos bandidos seriam os responsáveis pelo vandalismo praticado nos equipamentos mantidos pela empresa.

Ainda segundo a denunciante, os clientes da operadora Oi de toda região do Cafubá, Maralegre e comunidade do Jacaré estão sem sinal de internet, desde a última sexta-feira (23). Ela também explica que algumas operadoras locais passaram a oferecer o serviço na região, algumas, inclusive, mantendo escritório na localidade para atendimento ao público. Muitos clientes da Oi, de acordo com a denunciante, já teriam migrado para o serviço prestado por essas operadoras.

Na Av. Raul de Oliveira Rodrigues, fiação caída atrapalha circulação da via

Segundo relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), atualmente o Município de Niterói conta com 17 empresas prestadoras do serviço de comunicação e multimídia que estão formalmente autorizadas a funcionarem.

Em visita à região, reportagem de A TRIBUNA identificou cabos rompidos e fiação sobre a calçada em diversos trechos da Estrada Francisco da Cruz Nunes, próximo ao Cafubá, e da Av. Raul de Oliveira Rodrigues, na região do Maralegre. Moradores da área que também pediram para não serem identificados, comentam que é comum encontrar técnicos de várias operadoras realizando serviço nos postes e fios dessas vias.

Procurados por nossa reportagem, “A Oi informa que enviou equipe técnica aos locais citados para restabelecimento dos serviços e que, diante de problemas relacionados à segurança pública, tem enfrentado de forma recorrente dificuldades para manter o funcionamento dos seus serviços de telefonia e internet em algumas regiões do Estado do Rio de Janeiro. Em virtude da ação de criminosos, a empresa vem sendo constantemente vítima de furtos e vandalismo na sua infraestrutura de telecomunicações e equipes técnicas têm sido impedidas de acessar equipamentos e operar a rede, o que impacta na manutenção e disponibilidade dos serviços de telecomunicações, tão importantes para garantir a continuidade dos serviços prestados à sociedade. A companhia vem notificando a Polícia Civil, assim como a Anatel, sobre a dificuldade em manter os seus serviços nessas localidades de alta incidência de furtos.”, conclui a nota.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), confirma ter recebido denúncias, não apenas da operadora Oi, mas também de outras operadoras.

“A prestadora Oi comunicou à Anatel a situação ocorrida no Estado do Rio de Janeiro em relação ao impedimento de acesso a suas redes de prestação de serviço para instalação e manutenção. A Oi também reportou aumento expressivo de furtos e de vandalismos aos seus equipamentos. As demais prestadoras também manifestaram as mesmas situações à Agência e reportaram riscos aos seus empregados quando da operação de redes em determinados locais desse Estado.”, informa a nota.

Cabos partidos assustam moradores que transitam nas vias da Região Oceânica

Em sua nota, a Anatel ressalta a importância do trabalho realizado pelas prestadoras de telefonia para a sociedade. “As prestadoras de serviço de telecomunicações prestam serviço essencial concedido ou autorizado pelo Estado brasileiro, razão pela qual incidem obrigações de atendimento e de qualidade. Desta maneira, as empresas precisam continuar envidando os esforços para cumprimento de suas obrigações, provendo os serviços a todos os consumidores da região, sejam eles pessoas físicas, jurídicas, ou até serviços de utilidade pública – como hospitais e delegacias”, destaca o órgão regulador.

A Agência também explica que uma vez identificada e comprovada a relação de causa e efeito entre as situações descritas e eventuais descumprimentos de obrigações, a legislação prevê o reconhecimento de situação de caso fortuito e de força maior, situação na qual não cabe o sancionamento às prestadoras.

“De toda forma, a Agência vem recomendando às prestadoras a formalização de registros de ocorrência em todos os incidentes, bem como estimulando o diálogo com as autoridades do setor de segurança pública, a fim de melhorar continuamente a prestação dos serviços à sociedade. Ressaltamos que as prestadoras buscam continuamente soluções para coibir furtos e vandalismos – e seus consequentes impactos aos consumidores –, por meio de estratégias de segurança de seus equipamentos, vigilância, substituição de fios de cobre por cabos de fibra óptica e diálogo com as autoridades policiais, entre outras iniciativas”, esclarece a Anatel

Cabos abandonados em calçada dificultam trânsito dos pedestres na Estrada Francisco da Cruz Nunes

Além disso, a Agência orienta os consumidores a reclamarem sobre degradação dos serviços diretamente à prestadora, por meio de seus canais de atendimento, e à Anatel, por meio de seu portal na internet, no aplicativo “Anatel Consumidor”, ou através da central telefônica 1331.

A Polícia Civil informa que precisa saber em quais distritais foram feitos os registros de ocorrência para divulgar informações sobre investigações em andamento.

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