Ex-moradora do ‘Prédio da Caixa’ que vivia na rua é encontrada morta

A Polícia Civil investiga a morte de Sueli dos Santos, 52 anos, aparentemente devido a pneumonia e pelo frio e chuva. Ela era uma das moradoras do Edifício Amaral Peixoto, conhecido como “Prédio da Caixa”. A informação foi confirmada pela síndica do condomínio, Lorena Gaia. “Ela estava sem o aluguel social, em situação de rua e vivia toda molhada. Morreu em depressão com seus bens dentro do prédio”, lamentou Gaia.

Segundo informações da 76ª DP (Niterói), o corpo de Sueli foi encontrado na Avenida Amaral Peixoto e encaminhado para exame de necrópsia no IML de Niterói, para determinar a causa da morte. Sueli morreu sem resolver o imbróglio de sua situação. Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que cumpriu uma decisão judicial e que “o benefício de Sueli Santos encontrava- se em análise em virtude de divergência de informações e documentação insuficiente. Sueli, recorrentemente, se recusava a aceitar acolhimento nos abrigos, se mantendo em situação de rua. De acordo com a legislação brasileira, a ida e permanência nas casas de acolhimento não é compulsória”, diz o texto

O promotor de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, do MP, Luciano Mattos, lamentou profundamente o fato e informou que para as pessoas que tiveram o aluguel social indeferido e que tenham direito, que busquem assistência jurídica, na Defensoria Pública ou na Câmara Municipal. “O Ministério Público conseguiu na Justiça que fosse deferido o aluguel social para todos que efetivamente moravam lá e que cumpriam os requisitos da lei municipal”, ressaltou.

Nesta semana Mattos enviou um ofício para dar início ao planejamento de limpeza, vistoria e para a entrega dos bens de pessoas que ainda não os pegaram no prédio. “Estou aguardando decisão judicial para junto com o Corpo de Bombeiros, PM, Enel, Inea, Águas de Niterói, um oficial de justiça convidado e a Clin, para tomar as primeiras providências, que terão de ser feitas com auxílio policial. Submeti o documento a juíza para ver se ela vai autorizar a reabertura, de acordo com o nosso planejamento. Agora é só aguardar”, declarou Mattos, ressaltando que o imóvel foi interditado judicialmente porque havia sério risco de incêndio.

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