Monumentos continuam ‘desaparecidos’ em Niterói

Raquel Morais

Desde a década de 90 o mistério que envolve alguns monumentos históricos que sumiram dos locais de honra em Niterói intriga a população. O busto do Feliciano Sodré, que estava na Praça Renascença, não estão mais no lugar de origem. O mesmo ocorre com o Idade Primitiva, que estava por último lugar, no Quartel Da Polícia Militar de Niterói; além do hidroplano Jahú, que ficava na Praça Getúlio Vargas, em Icaraí. Esses sumiços já foram noticiados outras vezes em A TRIBUNA mas o endereço desses paradeiros não são divulgados pela Prefeitura de Niterói.

Na Praça Renascença, no Centro, apenas o pedestal que sustentava o busto do Feliciano Sodré permanece no lugar. O projeto de paisagismo deu um charme na praça mas o objeto histórico não faz mais parte desse cenário há anos. Em 27 de setembro de 2003 A TRIBUNA noticiou o sumiço dessa estátua que na época vinha sendo degradada. Em registros fotográficos, enquanto ainda estava em seu pedestal, a escultura foi amarrada no pescoço para pendurar placas da ‘Feira do Nordestino’. Na época a prefeitura informou que a estátua não havia sido furtada e sim retirada para reparos.

Em 2018 a administração pública explicou que o Departamento de Preservação do Acervo Cultural (Depac) iria fazer um levantamento da situação dos locais e monumentos que desapareceram. Questionada a Prefeitura de Niterói não se posicionou sobre o assunto e nem divulgou o relatório.

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