Ministro do Turismo é exonerado após discussão com membro do governo

O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, no início da tarde de quarta-feira (9). Ele foi informado da demissão em reunião pouco depois das 14h, no Palácio do Planalto. Em questão de minutos, Gilson Machado, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), foi ao Planalto para encontrar Bolsonaro, de quem é aliado de longa data.

Ao ser indagado sobre a possibilidade de assumir o ministério, Machado se limitou a acenar negativamente com o dedo indicador. Desde o início do governo, esta é a primeira troca no Ministério do Turismo. Marcelo Álvaro Antônio, que é deputado federal pelo PSL de Minas Gerais, deve reassumir o cargo na Câmara dos Deputados. Aliado do presidente desde quando Bolsonaro era deputado, ele estava com o então candidato à Presidência no dia do atentado a facada em um ato de campanha, em Juiz de Fora (MG).

A exoneração ocorreu apenas um dia após o ministro do Turismo atacar o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em um grupo de WhatsApp que reúne todos os ministros do Governo Federal.

Uma pessoa que leu as mensagens afirmou que Álvaro Antônio acusou Ramos de conspirar para tirá-lo do cargo junto a Bolsonaro. Já outra fonte próxima ao Planalto disse que o agora ex-ministro teve uma briga feia com o ministro da Segov. O motivo é que Ramos estaria negociando cargos com o centrão do Congresso, entre eles o próprio Ministério do Turismo.

Irritado com a discussão, Bolsonaro decidiu pela exoneração ao ver a exposição de mais uma briga entre integrantes do governo. O ministro do Turismo então voltou ao grupo para se retratar com Ramos e colocar panos quentes na discussão, admitindo que se excedeu. Mas já era tarde.

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