Ministro do STF inclui Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, na quarta-feira (4), a inclusão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como investigado no inquérito que o compartilhamento de informações falsas.

A decisão do ministro atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na segunda-feira (2), por unanimidade, o TSE tomou duas medidas contra Bolsonaro. A primeira foi a abertura de um inquérito administrativo para apurar os ataques, sem provas, que o presidente tem feito ao sistema eletrônico de votação. A outra decisão foi pedir que ele seja investigado também em um inquérito já aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do TSE, na “live” realizada quinta-feira da semana passada (30) em que prometeu apresentar provas de fraudes nas eleições, mas não fez, Bolsonaro teve “possível conduta criminosa”. O presidente também vem ameaçando a realização das eleições caso o voto impresso não seja implementado.

De acordo com a decisão do ministros, tornou-se “imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente diante da existência de uma organização criminosa – identificada no presente Inquérito 4781 e no Inquérito 4874 – que, ilicitamente, contribuiu para a disseminação das notícias fraudulentas sobre as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal e contra o sistema de votação no Brasil, tais como as constantes na live do dia 29/7/2021, objeto da notícia crime”.

Bolsonaro mantém ataques

Mesmo com o pedido do STF, Bolsonaro voltou a atacar o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. Em outra live, realizada ontem, no mesmo dia em que a Suprema Côrte decidiu incluí-lo no inquérito das fake news, o presidente falou que Barroso presta “um desserviço à nação” e “coopta” outros ministros. A ação contra o chefe da Nação foi aprovada por unanimidade pelos ministros da corte eleitoral.

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