Ministério redobra atenção contra possíveis golpes de venda de vacinas

Augusto Aguiar

Em plena pandemia, e agora coma chegada gradual das vacinas contra a Covid-19, golpistas estão se aproveitando o momento de apreensão e expectativa para colocar em prática esquemas de fraudes contra as vítimas. O alerta sobre ação de golpistas foi feito pelo próprio Ministério da Saúde, através de nota publicada em seu site na segunda-feira (18).

O golpe estaria funcionando da seguinte forma: um golpista entra em contato com o celular da vítima e solicita dados pessoais para agendar a suposta vacinação. Para isso, pede para a pessoa confirmar os dados, o que é uma oportunidade dos falsários clonarem os dados e o número do seu aplicativo de mensagens. O Ministério da Saúde solicitou a população que tenha atenção a esse tipo de golpe e não realize cadastro em sites duvidosos. A vacinação contra a Covid-19 vai ser igual às outras, como a da gripe ou da febre amarela, por exemplo. A pessoa vai aos postos de saúde, ou pontos utilizados em campanhas de imunização, e lá será identificada e cadastrada na hora, orientam as autoridades.

No início do mês, o Procon de São Paulo pediu atenção para os anúncios sobre supostas vendas de vacinas contra Covid-19 que podem estar sendo feitas na internet. Na ocasião, nenhuma vacina contra o coronavírus havia recebido o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usada no país. Fiscais do Procon chegaram a identificar um site com anúncios de um falso imunizante contra a doença, chamado Farmácia 24 horas, que foi retirado ao ar.

Segundo o Procon-SP, dez caixas, contendo dez doses, estavam sendo vendidas por R$ 98. A compra poderia ser feita somente com o preenchimento de um cadastro, que era uma forma dos golpistas coletar de dados pessoais, desde nome completo, endereço até informações relativas a cartão de crédito.

Niterói – Em outubro do ano passado, a Delegacia de Polícia Federal em Niterói investigou uma empresa do ramo hospitalar, no Centro, que anunciava a venda de vacina contra a Covid-19, quando o produto ainda estava em fase de testes em laboratórios do mundo. Após denúncia recebida pela Anvisa, a PF foi notificada e confirmou a existência de distribuição de panfletos de propaganda da comercialização de doses a R$ 300 a unidade, vendidas em lotes mínimos de mil doses.

Coordenada pelo superintendente regional da PF-RJ, Tácio Muzzi, a equipe cumpriu mandado de busca e apreensão na empresa, onde recolheram celulares e computadores para verificar a extensão do golpe.

A empresa investigada não possuía qualquer tipo de autorização ou de convênio com as autoridades sanitárias, ou com a empresa desenvolvedora da vacina, para atuar no processo de seu desenvolvimento ou comercialização. Os responsáveis se aproveitavam do período de pandemia para criar a ilusão de que já possuiriam a vacina sem que isso fosse a realidade, caracterizando crime de estelionato.

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