Ministério Público realiza Operação Pagão em Itaboraí

O Ministério Público do Rio de Janeiro realiza a Operação Pagão, nesta quinta-feira, dia 25, para cumprir sete mandados de prisão 14 de busca e apreensão. Os alvos são 12 pessoas acusadas de três crimes: organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

Os acusados integram a Organização (OS) Instituto dos Lagos Rio e pairam sobre eles a denúncia de desvio de mais de R$ 9,1 milhões do governo estadual.

De acordo com as investigações, a OS teve empenhados em seu favor R$ 649 milhões entre 2012 e 2019, para gerir unidades de saúde no estado. Segundo a denúncia, houve desvio de grande parte deste valor. Além disso, o Instituto dos Lagos Rio não teria condições de assinar contratos de gestão com o Estado do Rio e teria obtido atestados técnicos falsos para forjar sua capacidade técnica.

O MP apurou que o desvio de dinheiro público era praticado com o pagamento de valores superfaturados para empresas que faziam parte do esquema, com o intuito de compra de produtos ou até mesmo a terceirização de serviço para atendimento dos hospitais e UPA’s administrados pela OS.

A segunda parte do esquema, segundo o MP, era composta do pagamento superfaturado para essas empresas, que repassavam os valores excedentes aos líderes da suposta organização criminosa ou para terceiros indicados por eles. Estes valores eram repassados em espécie, sacados no caixa das agências, ou através de empresas de fachada, com a intenção de ocultar o suposto crime de desvio de verba pública.

A Operação Pagão é uma ação conjunta dos Ministérios Públicos do Rio e de São Paulo. No Rio os mandados foram cumpridos em Itaboraí, Petrópolis e na capital. A denúncia foi recebida pela 35ª Vara Criminal da Capital. A Secretaria de Estado de Saúde e o Instituto Lagos do Rio não se ainda não pronunciaram sobre a operação.

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