Ministério da Economia inicia no Rio de Janeiro rodada de feirões de imóveis da União

Na arquitetura, assim como na engenharia, a modernidade vai além dos traços e cálculos estruturais em se tratando de bens imóveis. Isto porque amanhã (27), será colocado em prática, no município do Rio de Janeiro, o novo mecanismo que permite às pessoas – físicas ou jurídicas – de apresentar propostas de compra para qualquer imóvel da União, por meio do novo modelo da Proposta de Aquisição de Imóveis (PAI). O ato inaugural acontecerá no primeiro Feirão de Imóveis SPU+, na sede do Ministério da Economia, no Centro do Rio, às 10h, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU).

No feirão serão divulgados 1.577 imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 677 da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Entre eles está o edifício Engenheiro Renato Feio, onde funcionava a extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no centro do Rio. E o clássico A Noite, na Praça Mauá, com construção em estilo art-déco e considerado o primeiro arranha-céu da América do Sul. Ele abrigou a Rádio Nacional por décadas e agora está abandonado.

O Palácio Gustavo Capanema, é um dos principais imóveis em destaque no feirão. Ele é considerado um ícone da arquitetura modernista no Rio de Janeiro, inaugurado em 1946 como sede do Ministério da Educação e Saúde Pública. O edifício de 16 andares, decorado com azulejos de Cândido Portinari e jardim suspenso projetado por Burle Marx, tem características marcantes usadas pela primeira vez no Brasil: o uso de pilotis, fachada livre, janela em fita.

Amanhã, junto com outras 2.254 unidades na capital fluminense, o Palácio Capanema fará parte da lista de imóveis pertencentes ao governo que os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni vão divulgar, em um encontro com incorporadoras e potenciais investidores do mercado imobiliário, como aptos para receber sondagens de compra.

“Esse modelo vem frustrando as expectativas de arrecadação. Em 2020, por exemplo, só foram levantados R$ 100 milhões com as vendas e 80% dos leilões não tiveram interessados”, disse o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord,

As propostas para adquirir um imóvel de propriedade da União podem ser apresentadas por qualquer pessoa física ou jurídica. As licitações de imóveis federais são feitas tradicionalmente a partir de um preço mínimo fixado pelo governo e a vitória é dada para quem oferece o maior ágio. A União não tem obrigação de vender esses imóveis. O objetivo é mostrar as oportunidades ao mercado e deixar claro que o governo está aberto para receber boas ofertas.

Depois do Rio, o feirão organizado pelo governo divulgará imóveis localizados em São Paulo (setembro), em Brasília (outubro), em Belo Horizonte e em Porto Alegre (novembro). Na semana passada, o Ministério da Economia conseguiu concluir as duas primeiras vendas por esse sistema. Foram dois terrenos da União, no litoral paulista, ocupados pelos clubes Portuguesa Santista e Portuários de Santos. Eles geraram R$ 71,2 milhões à União.

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