Milicianos entram em guerra e três pessoas são assassinadas

A maior organização miliciana do Rio de Janeiro está em guerra. A antiga quadrilha controlada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em uma ação da polícia em junho, rachou em facções rivais e colocou em lados opostos ex-aliados: Danilo Dias Lima, o Tandera, e Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, irmão de Ecko.

Na manhã desta quinta-feira (16), regiões como Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste, vivem momentos de terror com tiroteios, ruas fechadas e veículos incendiados. Três pessoas já morreram durante os confrontos. Também há relatos de cabos de fibra óptica cortados, a fim de bloquear o acesso da população à rede de internet.

Tandera teria ordenado que o “primeiro tiro fosse disparado”, quando teria ordenado que duas pessoas, supostamente aliadas de Zinho, fossem executadas na região de Dom Bosco, em Nova Iguaçu. Além disso, pelo menos sete vans foram incendiadas, também a mando de Tandera, em Campo Grande, Paciência e Santa Cruz, área de Zinho. Uma terceira pessoa morreu na região.

Procurado

Após a morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, no dia 12 de junho, o Portal dos Procurados do Disque Denúncia aumentou a recompensa por informações que ajudem a localizar o maior rival do criminoso, Danilo Dias Lima, o Tandera, de 37 anos. Ele está foragido desde 2016, quando fugiu da Casa do Albergado Crispim Ventino. O novo valor oferecido é de R$ 5 mil.

A investigação da Polícia Civil aponta que, após a morte de Ecko, Tandera teria começado a invasão ao território que estava sendo controlado pelo seu rival. De acordo com informações, durante a madrugada do último domingo (13), homens ligados à Tandera invadiram a comunidade Manguariba, em Paciência, na Zona Oeste do Rio, fortemente armados com fuzis. A região era considerada como um dos redutos do “Bonde do Ecko”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze − 1 =