Milícia extorque até manicure, caldo de cana e carrocinha de cachorro quente

Policiais da Polinter e do Departamento Geral de Polícia Especializada apreenderam um caderno de contabilidade de milicianos de Campo Grande, Zona Oeste do Rio, que revela a ampliação da rede de extorsão da facção criminosa.

Os paramilitares cobram taxas de trailer de caldo de cana, quiosque de venda de hamburguer, carrocinha de cachorro-quente, banca de jornal, chaveiro, manicure e até uma costureira. Quem, não paga de R$ 10,00 a R$ 200,00 é ameaçado de morte.

O lucro com a chantagem enche os cofres do bando paramilitar chefiado por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Segundo a polícia, quem não paga perde a “autorização” para trabalhar.  Os investigadores ainda vão analisar a papelada para ter uma estimativa do total arrecadado, semanalmente  e em alguns casos mensalmente, pela milícia com o dinheiro extorquido de pequenos comerciantes e de camelôs da região.

Na casa do miliciano Zinho, a polícia encontrou além de roupas camufladas, uma pistola 45, munição e carregadores e R$ 10 mil em espécie.

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