Microchipagem em cães e gatos poderá virar lei no Rio

Raquel Morais –

Uma das maiores preocupações de quem tem um bichinho de estimação é a possibilidade deles se perderem e, para isso, algumas atitudes podem minimizar esse momento de pânico. Coleiras com identificação e pingentes gravados com um número de telefone são algumas opções. Mas com o avanço da tecnologia, os microchips são os equipamentos da vez. Eles são implantados no pescoço dos animais e possuem todas as informações necessárias dos donos de cães e gatos. Um projeto de lei, que tramita na Assembleia Legislativa do Rio, que quer criar um registro obrigatório para esses animais em todo o Estado.

Segundo a normativa, os animais domésticos, comunitários e abandonados devem ser identificados de modo permanente por esse microchip. O cadastro será controlado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e uma carteira com dados do animal e do proprietário será o comprovante oficial do Registro Geral do Animal (RGA).

A empresária Juliana Peixoto é dona da Crystal, uma Golden Retriever, e não conhecia o sistema de chipagem animal. “Eu nem sabia que existia essa possibilidade, mas achei uma boa notícia. Isso permite um pouco mais de tranquilidade em casos de desaparecimento”, comentou a niteroiense moradora da Ilha da Conceição.

A Prefeitura de Niterói disponibiliza a microchipagem gratuitamente, porém somente em animais adotados em feiras realizadas pela própria administração pública. Acontecem sempre no Campo de São Bento, no segundo e último domingo de cada mês. A microchipagem é feita pelo médico veterinário que acompanha a campanha e desde 2016 e, segundo a administração, já foram mais de 300 animais microchipados.

Quem quiser fazer o procedimento na rede particular terá que desembolsar em média R$ 100. Normalmente, o procedimento é feito na hora e é indolor. A veterinária Larissa Custódio, de 32 anos, explicou que é importante seguir algumas regras para que esse procedimento seja 100% confiável. “É fundamental exigir o certificado escrito do microchip. Percebemos um aumento nessas aplicações, principalmente para quem viaja para o exterior. Alguns países, como todos da Europa, exigem a microchipagem em animais e o certificado para embarque e desembarque. Aplicamos um chip que é reconhecido internacionalmente, além do nosso leitor também ler qualquer chip do mundo”, explicou a clínica geral.

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