MICO GOVERNAMENTAL

CÉLIO JUNGER VIDAURRE-

Foi deprimente a situação em que o governador do RJ, Wilson Witzel, protagonizou na final da partida entre Flamengo e River Plate no sábado, 23, em Lima, Peru. O homem que os fluminenses escolheram no ano passado para dirigir o Estado tentou, após a partida, tirar proveito do artilheiro Gabigol que, talvez, sem saber de quem se tratava naquele momento, simplesmente, deixou o político ajoelhado sem atingir o objetivo de beijar seus pés. Foi um vexame internacional do sem noção que sempre tenta arranjar uma forma de aparecer para os eleitores.
Witzel já está por demais conhecido nesse tipo de tentativa por ocasião de grandes eventos. Não é a primeira vez que ocorre algo semelhante. Na ponte Rio-Niterói, pouco tempo atrás não foi diferente, tentou aparecer mais que os policiais e o bandido quando duelavam e, após a queda mortal do jovem que criou o problema, o governador cinicamente desceu de um helicóptero no meio da pista da ponte e comemorou em alto estilo e, assim, foi recriminado por todos os presentes e por quem acompanhava através da televisão. Ali, os fluminenses já começaram a perceber a besteira que fizeram no ano passado.
Não satisfeito, o governador insistiu e no desfile da Av. Presidente Vargas lá estava no carro dos jogadores e conseguiu com a ajuda de dirigentes do Flamengo, ser fotografado com todos os campeões da Libertadores. Todavia, de uma coisa teremos certeza, a marca negativa ocorrida no Peru, jamais sairá da memória dos fluminenses e, desta forma, o governador já pode tirar o seu “cavalinho da chuva” que Presidência da República nem pensar. Já chegam as vergonhas representadas por outros despreparados no cargo. O povo do Rio não merece tanta coisa triste e lamentável. O duro é que Crivella ainda tem um ano de mandato e Witzel mais três.
Nesse doloroso quadro político em que vivemos, quando a maioria dos eleitores escolhe o que acreditam ser o melhor entre os disputantes, é sumamente desagradável assistir essa performance do governador. A decepção é de tamanha proporção que, talvez, o senhor governador não tenha ainda percebido o que fez naquele país vizinho. A falta de consciência desse ex-juiz é, para nossa surpresa, tão melancólica que, caso os eleitores soubessem desses comportamentos, por certo, não teriam trocado Eduardo Paes por ele, apesar de tudo.
Em 1919, há um século, um ex-magistrado, Epitácio Pessoa, foi eleito Presidente do Brasil, depois de uma disputa com o genial advogado daquela época, Ruy Barbosa, mas, o homem do modesto município de Umbuzeiro, na Paraíba, jamais decepcionou o seu povo, pois, sempre foi firme nos seus propósitos. E olha que Epitacio antes de disputar a Presidência da República tinha sido Presidente do Supremo Tribunal Federal e foi Senador, porém, jamais provocou qualquer vergonha para sua gente.
A experiência com que os fluminenses estão convivendo servirá para que no próximo pleito tenham convicção que não pode mais errar, pois, repetir no erro será plenamente desastroso para o Estado que já tem sua capital dirigida pelo Bispo Crivella, outro inconsciente da política brasileira, outro que foi testado e que, certamente, só vai parar de decepcionar sua gente quando seu mandato terminar em 31 de dezembro de 2020. Vai ser uma trajetória de 13 meses que os fluminenses sentirão como se fosse 13 anos. Haja coração!

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