“Meu gabinete está sempre aberto para a população”

O presidente que responde interinamente pela Câmara de Niterói, vereador Milton Cal (Progressista), de 55 anos, em visita à redação de A TRIBUNA disse que o seu quinto mandato lhe dá experiência para saber o que fazer neste processo renovatório que o legislativo passa. “A Câmara perdeu meio por cento do seu orçamento (cerca de R$ 4 milhões) em virtude do aumento do número de habitantes. Então, hoje, a conjuntura política tem que ser bem avaliada antes de se pensar em gastar qualquer dinheiro”, disse.

Segundo Cal, a situação da Casa no momento passa por um trabalho de diagnóstico do seu contingente a pedido do Ministério Público. “A Câmara, com cerca de 430 estatutários (a maioria em fase de aposentadoria), terá que fazer em breve uma renovação deste quadro através do concurso interno e externo para contratar funções como procurador, tesoureiro, analista, comprador, contador”, realçou o presidente ao citar o estudo técnico de uma empresa de cargos e salário para tornar o local mais moderno.

“Quem vem da iniciativa privada como eu, que tem uma história como contador proletariado, filho de operário, já tem uma noção do que fazer com as coisas”, afirmou.

Sobre a atuação da Câmara no próximo ano que será eleitoral, Cal analisa como natural. “No exercício seguinte, o nosso trabalho continuará normalmente. No primeiro semestre vamos votar as matérias como de praxe. Mas acredito que no segundo semestre, dentro de uma eleição de 45 dias, é que possamos ter um pouco de ausências e bastidores políticos”, declarou.
Para ele a definição do candidato do prefeito no fim do ano será importante. “O prefeito não pode ficar protelando. Essa é a hora que temos que saber o que fazer. Eu tenho um pouco de experiência e sei que posso ajudar”, contou.

INÍCIO – Primeiro vereador eleito no ano de 2000 pelo PCdoB, com 1.700 votos, Cal disse que entrou na política para evitar que os 7 mil votos da Ilha da Conceição fossem levados por gente de fora. “Como contador sempre resolvia algumas coisas na prefeitura, que tinham algum probleminha e que precisavam de um político. Então pensei: já que não posso resolver vou ser político, por isso construí uma bandeira de ser da comunidade”, contou.

Cal, que foi secretário de Indústria Naval e prefeito duas vezes durante um hiato na gestão interina de Bagueira, é criador da lei de redução de INSS da indústria Off Shore, de 5% para 2%. Segundo ele, o megaleilão do pré-sal será a luz no fim do túnel para os estaleiros da Ilha, que vivem com os navios ancorados e sem navegabilidade. “Vou fazer de tudo para ajudar. Sou político que vem da classe operária, não tenho seguranças e não entro pela porta privativa. Não estou me autoelogiando, apenas evidenciando que não perdi a minha essência”, ressaltou.

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