Metalúrgicos protestam no Centro de Niterói

Cerca de 50 metalúrgicos protestaram nesta segunda-feira (24) na frente da sede do Tribunal Regional do Trabalho, no Centro de Niterói. O grupo disse fazer parte dos trabalhadores demitidos em 2015 do Estaleiro Eisa Petro-Um, o antigo Mauá. Eles afirmam que não receberam até hoje o pagamento referente aos salários atrasados da época. O sindicato dos Metalúrgicos de Niterói esclareceu que o processo segue tramitando em última instância, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

“O processo está rolando, acabamos de receber a notificação para ir à última instância [TST]. São três anos que a Justiça está demorando para julgar este processo. Tem dezoito milhões de reais presos, estamos aguardando a justiça liberar e os trabalhadores começarem a receber”, esclareceu Edson Rocha, presidente do sindicato.

Apesar do posicionamento do sindicato, o protesto de ontem não foi organizado pelo mesmo. O grupo que gritava palavras de ordem tentava fazer alguma pressão para reaver o dinheiro que tem direito. De acordo com um dos manifestantes há ex-funcionários que foram presos por não terem dinheiro para pagar as pensões alimentícias.

“Estamos formando uma comissão para tentar ir a Brasília e tentar resolver esta situação. Muitos trabalhadores conseguiram bicos e estão se virando, mas há quem não conseguiu emprego até hoje”, contou Maria de Lurdes Rodrigues.

Em junho de 2015, milhares de funcionários foram demitidos. Na época uma carta circulou entre os funcionários, na qual o estaleiro comunicava que estava atravessando uma crise financeira “cada vez mais profunda, motivada pelo desequilíbrio dos contratos e pela indefinição na liberação dos contratos para construção dos oito navios”.

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