Mesmo sem dinheiro, Estado promete continuar a limpeza da Baía

Aline Balbino

O secretário estadual de Ambiente, André Corrêa, disse em entrevista a cum canal de televisão que a crise financeira que aconteceu o Estado do Rio atrapalhou o processo de despoluição das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. A promessa era que ambas as lagoas ficariam limpas até as Olimpíadas. No entanto, a Secretaria de Meio Ambiente garante que mesmo sem dinheiro, o processo de despoluição da Baía de Guanabara continua ocorrendo normalmente. Nesta terça-feira, a praia de São Francisco, amanheceu abarrotada de lixo. A tempestade do dia anterior fez com que muitos dos excrementos lançados na Baía fossem levados às praias de Niterói. Funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) continuam a limpeza ainda pela semana.

Segundo a Secretaria o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM) tem sido um bom aliado no processo de despoluição e tem como fonte de recursos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – US$ 449 milhões. O Governo do Estado investiu no valor de US$ 186 milhões. O PSAM tem por objetivo contribuir para reversão da degradação ambiental da Baía de Guanabara por meio de obras de saneamento básico e criação de um novo modelo de governança para a Baía.

Um outro problema no processo de limpeza da Baía é a alta quantidade de esgoto lançado na Baía, principalmente de residência de São Gonçalo. A cidade ainda é uma grande poluidora da Baía. Sobre este problema, a Secretaria informou que está em andamento a construção da Estação de Tratamento de Alcântara e de 92 km de rede coletora de esgotos, 6 km de coletores tronco e 17.400 ligações domiciliares nos bairros Mutondo e Galo Branco, município de São Gonçalo. As obras visam à captação do esgoto lançado pelos domicílios destes bairros nos rios Mutondo e Alcântara, e sua destinação para a futura estação de tratamento de Alcântara para tratamento adequado. O investimento é de R$ 355 milhões e a população beneficiada de 165 mil habitantes. O término das obras está previsto para dezembro de 2018 e estima-se uma redução de 1.200 litros por segundo de esgoto lançado na Baía de Guanabara.

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