Mesmo com ‘vaquinha’, natação no Caio Martins enfrenta problemas

Pedro Conforte –

Por diversas vezes as aulas nas piscinas do Complexo Esportivo Caio Martins, na Zona Sul de Niterói, foram suspensas por falta de verba, por isso os alunos juntavam doações para que as atividades não parassem. Mas dessa vez a situação chegou a um ponto crítico. Segundo alunos, mensalmente o grupo desembolsa quase R$ 7 mil para que as atividades não sejam suspensas, mas agora, com um problema hidráulico orçado em R$ 150 mil, a piscina pode parar.

“Eu frequento a piscina há pelo menos dois anos. Desde então, o funcionamento é bastante precário. Sempre faltava cloro e demais materiais necessários à manutenção da qualidade da água. Esse problema foi sanado com a união dos que fazem doações mensais, que dá para cobrir os gastos com manutenção da qualidade da água, aquisição de bomba, escada, bebedouro, conserto de 65 coletes salva-vidas, mangueiras e peneiras aspiradores”, explicou Isaias Marini, contador do grupo de doadores.

Isaias ainda explicou que o problema atual é um vazamento no duto que leva água para os filtros. Essa tubulação sai dos ralos e corre por baixo da piscina. Quando falta luz, a bomba para e a água literalmente escorre pelo ralo. A substituição desta canalização foi estimada em R$ 150 mil. “Nós alunos, conseguimos na camaradagem que uma pessoa faça o conserto por trinta e cinco mil reais, porém a direção do Caio Martins alegou não ter dinheiro para consertar. Desse modo, quando falta luz, a piscina esvazia trinta centímetros a cada vinte e quatro horas”, completou.

“A nossa revolta é porque fazemos um esforço muito grande para juntar todo o dinheiro necessário em torno de sete mil reais por mês e o Caio Martins nos responde com abandono e descaso”, falou uma segunda aluna, que preferiu não se identificar.

Duas mil pessoas, em média, utilizam semanalmente o complexo, participando das 21 atividades oferecidas para o público em geral (crianças, adultos e idosos). Entre elas estão natação, judô, futsal, capoeira e basquete.

Em nota Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude argumentou que “em função da grave crise econômica pela qual passa o Rio de Janeiro, com redução do fluxo do caixa estadual, a Suderj esclarece que vem buscando novas fontes de receita para melhor administrar seus equipamentos. No caso específico do Complexo Esportivo do Caio Martins, cuja solução será apresentada o mais breve possível, o órgão procura estabelecer parcerias com o setor público e privado através de convênios, locações e cessões de uso dos seus espaços”.

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