Mesmo com restrições, Carnaval tem aglomerações em Niterói e SG

Vítor d’Avila

Embora oficialmente não tenha acontecido Carnaval, em diferentes lugares de São Gonçalo e Niterói foram registradas aglomerações durante os quatro dias de “folia”. As situações vão desde casas noturnas até bailes funk em comunidades.

Diversos flagras foram compartilhados nas redes sociais. Em uma casa noturna no bairro do Colubandê, em São Gonçalo, o show de um grupo de pagode reuniu centenas de pessoas na noite de domingo (14). Distanciamento social e máscaras não eram vistos durante a apresentação.

Na internet, os eventos são anunciados com pompa. Uma outra casa de shows, localizada no Mutondo, ofereceu “frozen (tipo de bebida) para as 100 primeiras” mulheres que chegassem em evento realizado no sábado (13). No mesmo dia, outro estabelecimento organizou um “bloco” com “cerveja, churrasco e entrada grátis” até 23h.

Todavia, não houve registro de penalidades para os organizadores. Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a “Vigilância Sanitária de São Gonçalo, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, e a Guarda Municipal e Subsecretaria de Fiscalização de Posturas fiscalizaram, nos quatro dias de Carnaval, as principais praças, clubes, casas noturnas e restaurantes abertos na cidade. Não foi constatada nenhuma aglomeração ou irregularidade nos locais”.

Bailes funk também não deixaram de acontecer por conta da pandemia do novo coronavírus. O “Baile da China”, organizado pelo crime organizado na comunidade da Rua da Feira, no Pita, também reuniu centenas de pessoas, sem máscaras, na segunda-feira (15). Procurada, a Polícia Militar informou que não há balanço da atuação da PM na cidade, durante o feriado, até o momento.

Já em Niterói, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que a Fiscalização de Posturas, com o apoio da Guarda Municipal, fiscalizou mais de 52 denúncias. Foram lavrados 17 autos de infrações em estabelecimentos que descumpriram as normas estabelecidas nos decretos, como realizar evento no carnaval, aglomeração, falta de uso de máscaras tanto de clientes como de colaboradores, servir clientes em pé, uso do passeio público sem a devida autorização para colocação de meses de cadeiras e ainda quiosques que estavam funcionando fora do horário permitido.

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