Mesa Diretora da Câmara decide nesta manhã sobre futuro político de Flordelis

Agora pela manhã está marcada uma reunião que decidirá o futuro político da deputada Flordelis. Em mais uma etapa do processo que pode resultar na cassação da parlamentar, a Mesa Diretora da Câmara decidirá na residência oficial do presidente se envia o caso da deputada Flordelis ao Conselho de Ética. Apesar de uma expectativa de aprovação imediata por parte de integrantes da Mesa, a análise do Conselho de Ética não será imediata porque o funcionamento do colegiado parou em março por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. O Conselho só retornará após uma aprovação de um projeto de resolução no plenário principal da Câmara. Um projeto de resolução também poderia trazer o retorno das atividades como as da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Além do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), fazem parte da Mesa Diretora seis integrantes titulares e quatro suplentes. O parecer em votação foi recomendado pelo corregedor da Câmara, Paulo Bengtson (PTB-PA), que aconselhou pela continuidade da investigação sobre Flordelis. No relatório feito por ele, há a afirmação sobre tanto na representação feita por deputado Léo Motta (PSL-MG), em agosto desse ano, quanto no inquérito da Polícia Civil, haver indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”. A aprovação do parecer não depende de maioria absoluta, apenas da maioria dos votos dos presentes.

Uma votação para o retorno das atividades do Conselho de ética chegou a ser feita, porém não teve avanço por conta da disputa de articulações políticas para o impedimento de avanços de algumas pautas no CCJ e uma disputa por quem comandaria a comissão. O deputado Juscelino Filho (DEM-MA) espera agora por uma acordo entre lideranças partidárias para a aprovação de outro projeto que trata exclusivamente do retorno do colegiado de forma remota.

No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a deputada federal Flordelis fosse monitorada por tornozeleira eletrônica e ficasse em recolhimento domiciliar das 23h às 6h. A parlamentar, os sete filhos e uma neta figuram como réus na morte do pastor Anderson do Carmo, marido da parlamentar, assassinado quando chegava em casa, no bairro de Piratininga, em Niterói, em junho do ano passado. Flordelis é acusada de ser a mandante do crime, mas não foi presa por ter imunidade parlamentar.

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