Mercado imobiliário volta as atenções à Região Oceânica

Em meio à pior crise imobiliária de todos os tempos, eis que surge uma luz no fim do túnel. E é literalmente no fim do Túnel Charitas-Cafubá. A perfuração de uma passagem ligando a Região Oceânica com a Zona Sul de Niterói animou o setor imobiliário, pois, a travessia mais rápida e segura poderá atrair novos moradores em busca de imóveis em Itaipu, Piratininga, Itacoatiara e Camboinhas. Segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi), essa é uma esperança, visto que o preço dos imóveis tem caído bruscamente. Para 2017, a expectativa é que os valores se mantenham. Em 2016, o valor do metro quadrado caiu em 1,8%. Se levarmos em conta a inflação de 6,4%, podemos ver um cenário desastroso.

Apesar de vários indicadores econômicos apresentarem boas perspectivas para o ano, a expectativa é que, em linhas gerais, o mercado de imóveis mantenha-se estável. Os preços tendem a cair um pouco mais no primeiro semestre, refletindo a falta de recursos financeiros do mercado consumidor, bem como os relevantes descontos que as construtoras devem conceder, com vistas a reduzir o estoque de unidades cujo encalhe é grande.

“A expectativa da Secovi é continuar com o mesmo preço, no mesmo patamar. Estamos em fase de recuperação gradual. Niterói sofreu muito com o desinvestimento, a perda do Comperj. O aluguel vive uma fase boa, porque quem não pode comprar acaba alugando”, disse Leonardo.

Na medida em que houver a retomada da atividade econômica, a desaceleração da inflação, a queda na taxa básica de juros no país, a redução no nível de desemprego e as linhas de créditos forem oferecidas com taxas de juros mais favoráveis ao consumidor, os preços voltarão a crescer.

“Definitivamente, o mercado em 2017 será um ótimo ano para quem deseja comprar imóveis com preços atrativos, devido a grande oferta de unidades, seja pelas construtoras (devido, principalmente, à questão do estoque encalhado de unidades novas), seja por pessoas físicas (que precisarão desfazer-se de patrimônio por conta da crise)”, disse Alexandre Prado, especialista em mercado imobiliário.

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