Mercadinhos ganham espaço no segmento

Há quase cinco anos, em uma janelinha na Rua Professor Heitor Carrilho, no Centro de Niterói, funciona o mercadinho do ‘Xuxu’, que vende desde detergente a até pão com ovo. Nesse pequeno espaço ainda funciona a lei da confiança, na qual os conhecidos podem pagar depois. E apesar de parecer uma prática antiga, o fiado é uma realidade do brasileiro. Uma pesquisa mostra que 47% dos pequenos varejistas pratica a venda fiada na loja. Como se isso não fosse suficiente, a mesma pesquisa mostra que pela primeira vez em sete anos, a cesta de produtos do levantamento está mais barata nos mercadinhos do que em em grandes redes.

Denilson dos Santos, de 46 anos, o Xuxu, conta que, por não passar cartão, alguns clientes podem pagar no dia seguinte. “Deixo pagar depois, mas com pessoas de confiança, que sempre passam por aqui. Muitas (compras) faltam alguns reais ou uma pessoa me pergunta se pode passar no débito. Aí eu digo que pode pagar no dia seguinte e o cliente sempre volta”, contou Denilson, que lembrou que as vendas estão em nível ‘aceitável’.
“As vendas estavam vindo bem ao longo deste ano, mas do Carnaval pra cá caiu. Não quer dizer que estejam ruins. Está dando para levar, mas sempre pode melhorar”, completou.

A pesquisa feita pela GfK, divulgada nesta quinta-feira, na 38ª Convenção Anual do Canal Indireto, da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, considera como pequeno varejo, setor conhecido também como mercado de vizinhança, aquele que tem até quatro caixas. No levantamento, foram ouvidos 400 comerciantes.

Além do destaque dado ao relacionamento de confiança com os clientes, o setor dos mercadinhos de vizinhança em 2018 está, segundo o levantamento, com preços competitivos em relação aos hipermercados e supermercados. Pela primeira, vez desde 2011, a cesta de produtos pesquisada pela GfK está custando R$ 239,21 nos pequenos varejistas, ante R$ 243,12 nos supermercados e hipermercados.

“Eu sempre compro no mercadinho na frente da minha casa. Óbvio que faço compras em supermercados maiores, mas muita coisa compro no mercadinho, às vezes por comodidade, às vezes por achar os produtos melhores”, contou Felipe Oliveira, de 43 anos.

“A profissionalização dos pequenos varejistas e o forte investimento em novos serviços, como entrega em domicílio, novas tecnologias de scanner no caixa, estacionamento e oferta de eletroeletrônicos têm feito a competitividade crescer cada vez mais entre o comércio de bairro e os hiper e supermercados”, destaca o diretor da GfK, Marco Aurélio Lima.
deputado Paulo Ramos (PDT),

Bebidas geladas: valor não pode ser diferenciado

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que proíbe a diferenciação de preços entre bebidas geladas e em temperatura ambiente pelos supermercados e hipermercados em todo Estado. A proposta seguirá para a sanção ou veto do governador Luiz Fernando Pezão, que terá 15 dias para decidir. Em caso de descumprimento da norma, o infrator poderá sofrer penalidades previstas pelo Código de Defesa do Consumidor. Paulo Ramos explica que, de acordo com os órgãos de defesa do consumidor, é crescente o número de reclamações diante da diferença de preço entre cervejas e refrigerantes gelados e os que ficam nas prateleiras.

“O consumidor é extorquido. Pagar mais porque a bebida está gelada é um exagero muito grande, então o objetivo é equiparar o preço. Também tivemos a sensibilidade de não estender a norma aos bares e restaurantes, que sempre precisam vender bebidas geladas aos consumidores”, afirmou.

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