Melhor idade cada vez mais conectada com a tecnologia

Augusto Aguiar

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem mais de 28 milhões de pessoas na faixa de 60 anos ou mais, algo em torno de 13% da população. Muitas pessoas nessa faixa etária estão buscando, durante a pandemia, se atualizar e se alinhar com o chamado novo normal, o que passa, por exemplo, com a utilização das ferramentas da internet. Ser idoso atualmente não necessariamente representa incompatibilidade com a modernidade e as ferramentas por ela oferecida.

Hirany Pires Ribeiro Leão, de 74 anos, moradora de Itaipu, é uma dessas pessoas que se alinhou a nova realidade. “Utilizo Facebook, tenho Instagram, pago minhas contas por aplicativo, realizo transferências”, exemplificou. Segundo ela, antes mesmo da chegada da pandemia e do isolamento social, já utilizava com desenvolturas as ferramentas da web que tinha em mãos, confidenciando que prefere até o celular ao computador.

“Minha filha forneceu algumas orientações e eu passei a desenvolver. Uso bloco de anotações e só quando pretendo realizar compras é que utilizo o computador. Vou aprendendo e praticando. Depois repasso as orientações para meu marido”, explicou. Deixando claro que essas ferramentas tecnológicas sempre foram bem-vindas, Hirany acrescentou ainda que a esse seu domínio tem sido grande aliado no contato com amigos e familiares em tempos de isolamento social. “Durante a pandemia, também por causa do risco, eu fui intensificando os contatos via Whatsapp”, afirmou.

Opção pelo ambiente on-line

Numa recente pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Crédito Digital, foi sinalizada uma mudança de comportamento específico de quem realiza transações financeiras. Com a chegada da pandemia, a nova realidade praticamente impôs novos caminhos, sobretudo para determinada faixa etária, como os idosos, que beneficiados deixaram de ir nas agências bancárias, optando pelo ambiente on-line.

De acordo com a associação, essa digitalização não atingia a todas as faixas de idade, o que está ocorrendo agora. No levantamento realizado com amostragem de 200 pessoas acima de 55 anos, pelo menos 45% delas deixaram de ir às agências bancárias e outros 42% passaram usar mais os canais on-line na quarentena.

“Independente do conhecimento, as informações hoje em dia são mais passíveis de serem hackeadas. Nunca me incomodei com a fila, mas com o mal atendimento. Em termos de finalidade, eu prefiro ir para a rua. Sou a favor da velocidade da comunicação, para não perder o direito com prazos (horário e dia, por exemplo). Sou formado em Estatística e também sou analista ambiental. Preciso da velocidade e da confiabilidade. Pelo menos 95% das ações que busco, confio no que uso. Eu sou seletivo no que eu busco. Prefiro não utilizar aplicativo para pagamento de contas. A ferramenta não me domina”, afirmou Almir Figueiredo, de 63 anos, morador do bairro Ponta da Areia.

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