Megaoperação prende 43 pessoas suspeitas de pornografia infantil

O Grupo Tático (NEPOM/ GPI) da Polícia Federal e a Polícia Militar deflagraram ontem (18) mais uma fase da Operação Luz da Infância, com objetivo de combater o abuso e a exploração sexual infantil. A ação visou cumprir cinco mandados de busca e apreensão em endereços de onde, segundo as investigações, foram compartilhadas diversas imagens pornográficas de crianças e adolescentes. No Rio de Janeiro, as ordens judiciais foram cumpridas nos bairros de Vigário Geral, Cosmos, Rocha Miranda, no Turano, na Zona Norte, e Rio das Pedras, na Zona Oeste. As ações contaram com o apoio dos batalhões da PM das respectivas áreas, não houve prisões.

Os investigados integram uma rede internacional de compartilhamento, pela internet, de arquivos com cenas de abuso sexual infantil. A sexta fase da Operação Luz da Infância 43 suspeitos haviam sido presos em flagrante e 187 mil arquivos foram levados para análise. Foram 112 mandados de busca cumpridos por 579 agentes em 12 estados.

Outros 18 mandados foram cumpridos em quatro países: Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá. No Brasil, 14 prisões em flagrante foram feitas em São Paulo; nove em Santa Catarina; seis no Paraná; quatro em Mato Grosso do Sul; duas no Ceará e uma em cada um dos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul.

Segundo a Polícia Federal, todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os materiais apreendidos foram quatro celulares, cinco HDs, um notebook, uma máquina fotográfica, dois pen-drives, três documentos e uma foto. “As investigações seguem em andamento, em especial com a análise e perícia técnica dos materiais apreendidos”, informou a PF. De acordo com o coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Alessandro Barreto, o perfil dos criminosos abrange “pessoas acima de qualquer suspeita”, das “mais diversas classes sociais” e com idade que vai dos 17 a mais de 80 anos. Segundo ele, é muito comum a ocorrência de pessoas reincidentes nessa prática criminosa. “Um dos presos de hoje (ontem) já tinha, inclusive, mandado de prisão por abuso e exploração sexual”.Ele disse também ser comum encontrar pessoas que produzem esse tipo de conteúdo. “Em todas as fases [da Operação Luz da Infância] conseguimos prender abusadores e produtores. Nessa fase não será diferente. Certamente terá produtores e, nesse caso, a pena é ainda mais severa”, informou.

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