Megaoperação mira narcomilícia em São Gonçalo

Uma megaoperação da Polícia Civil, na manhã de sexta-feira (19), teve como alvo narcomilícias em comunidades na região de Boaçu, em São Gonçalo. Segundo a corporação, 17 pessoas foram presas e um suspeito morreu em troca de tiros com os agentes.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), com o apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). O alvo dos agentes são organizações criminosas que atuam na localidade.

A ação começou ainda nas primeiras horas da manhã, e teve apoio de veículo blindado e um helicóptero. Segundo a Polícia Civil, o trabalho de inteligência e de investigação identificou as principais frentes criminosas atuantes em diversas áreas do município, incluindo a principal liderança.

O chefe do esquema seria o criminoso Wanderson Pinheiro Castilho, conhecido como Branco. Ele está preso desde 2019 e ditaria as ordens a seu bando direto da cadeia. O detento responde por crimes como tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa.

A quadrilha atua no tráfico de drogas e em outras modalidades criminosas, como extorsões contra grandes fábricas, empresas e comércios da região, roubos de carga, além de outras atividades que visam retorno financeiro ilícito, comprovando a atuação do tráfico enquanto milícia e a formação da narcomilícia.

Ainda segundo a polícia, investigações demonstraram, ainda, a exploração de transporte ilegal de passageiros e de sinal de telecomunicações (TV e internet), comércio ilegal de gás e água, parcelamento do solo urbano, entre outros crimes.

Maricá

Em Maricá, a narcomilícia também foi alvo de operação da Polícia Civil e MPRJ, no último dia 11 de fevereiro. Agentes da 82ª DP (Maricá) contaram com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Onze pessoas foram presas, sendo sete em flagrante e quatro em cumprimento de mandado. Um menor, uma arma e drogas foram apreendidos.

Os alvos da operação foram três quadrilhas que instituíram narcomilícias em localidades da cidade. Segundo o MPRJ, a investigação aponta que a organização criminosa é responsável por tráfico de drogas, furto de energia elétrica, sinal de TV, comércio de gás em botijão e por impedir as empresas concessionárias de serviço público de acessarem as regiões.

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