Médico é acusado de dopar e abusar da namorada em Maricá

Policiais civis e militares estão a procura do médico Patrick Coutinho Vaz, de 34 anos, que atuava em unidades hospitalares de Niterói e Região dos Lagos. Ele é acusado de dopar, agredir e abusar sexualmente de duas ex-namoradas, uma delas uma corretora de imóveis, de 32 anos, identificada como Sarah Lima Mesquita. A agressão aconteceu em um condomínio onde o médico possui um imóvel de temporada, em Maricá, em maio desse ano.

De acordo com a polícia, Patrick teve uma crise de ciúmes ao ver Sarah de biquíni próximo a piscina de sua casa. O Portal Procurados divulgou cartaz com foto do médico, que está foragido, que em caso de condenação pela Justiça, pode pegar até 30 anos de prisão por violência doméstica e tentativa de feminicídio, já que também teria agredido outra vítima, uma namorada anterior.

Por conta da agressão sofrida pela corretora de imóveis, ela sofreu traumatismo craniano, ficou com o rosto desfigurado, perdeu cerca de 40% da audição e ainda terá de realizar uma cirurgia para reconstrução do nariz. Ela se recupera na casa do ex-marido, com quem conviveu por 13 anos, antes de se separar e conhecer o médico Patrick.

De acordo com a polícia, Sarah teria ido até a casa de Patrick e resolveu usar um biquíni para tomar sol próximo da piscina, e nesse momento o médico achou que ela estaria querendo se exibir e se insinuar para os vizinhos, passando a agredi-la violentamente. Depois das agressões, ainda dentro do condomínio, Sarah teria sido dopada e abusada sexualmente. De acordo com relato da própria vítima, com o passar do tempo o médico se mostrou cada vez mais violento e agressivo.

“O que a Sarah narra é que ele bateu muito nela, e que uma dessas lesões cortou o supercílio dela. Ele chegou a fazer uma sutura e deixou ela presa, inconsciente por algum tempo dentro de um quarto. Ela disse que sangrava muito e sentia muitas dores. É uma pessoa extremamente violenta, principalmente quando consome drogas e álcool. Segundo as vítimas as agressões aconteciam de forma muito inesperada”, afirmou a delegada Carla Tavares, da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM), em Cabo Frio, onde o caso foi registrado como tentativa de feminicídio.

Na página World Mulheres Livres, no Facebook, Sarah, que é moradora de Cabo Frio, deu um emocionante depoimento sobre o violento episódio. A corretora de imóveis afirma ter sido mantida em cárcere privado por Patrick, com quem teve um breve relacionamento, e relata que foi agredida quase até a morte, e que vai precisar realizar diversas cirurgias.

Depois que o caso envolvendo Sarah se tornou público, ela começou a receber diversas mensagens de ex-pacientes, ex-namoradas e até de garotas de programa afirmando que Patrick sempre foi uma pessoa bastante agressiva, principalmente por fazer uso constante de cocaína.

“Dei entrada no hospital com hemorragia, diversas fraturas e com edemas na cabeça e pescoço. Eu não conseguia respirar pelo nariz, que foi esmagado e ficou totalmente fraturado, assim como meu maxilar e outros ossos da face. As lesões estão melhorando gradativamente, mas quase fiquei cega e acabei perdendo um pouco da audição. Ele me estrangulou com um mata-leão até eu desmaiar, quebrou meu dente, rasgou minha orelha. Ele me bateu com tanta força que chegou a machucar a própria mão, e é tão sociopata e egocêntrico que disse que meu osso quebrou os dedos dele. Ele tem que ir para cadeia, pois descobrimos que ele já fez o mesmo com outras mulheres e se não for contido, vai acabar matando alguém”, desabafou Sarah na página World Mulheres Livres.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

18 + 10 =