Médica será convocada para depor novamente

Augusto Aguiar –

Dentro dos próximos dias, a médica Geysa Leal Correa, que está sendo alvo de menos em dois procedimentos estéticos que resultaram na morte da pedagoga Adriana Ferreira Pinto, de 41 anos (lipoescultura), e na internação da universitária Gabriela Nascimento Moraes, de 23 anos, deve ser ouvida mais uma vez pela 77ª DP, a exemplo do que ocorreu no dia 27 de julho. Na véspera, a clínica de Geysa havia sido interditada. A data do novo depoimento ainda não foi marcada pela delegada Raíssa Celles, titular da distrital.

No fim da tarde de segunda-feira, a delegada compareceu ao Hospital Federal Cardoso Fontes, na Zona Oeste, onde ouviu a estudante de Educação Física, que foi submetida a duas cirurgias após ser internada com complicações decorrentes de perfuração no intestino. Gabriela está internada há 20 dias e sem previsão de alta. “Ouvimos ela, que nos contou detalhes sobre o que teria ocorrido, num passo a passo relacionado ao procedimento cirúrgico que ela se submeteu na clínica da Dra. Geysa”, afirmou a delegada, acrescentando que, em relação a esse caso, a médica responde, segundo a própria Raíssa, “até o momento por lesão grave culposa”.

Com relação à morte da pedagoga Adriana, a delegada informou que Geysa está respondendo sobre as circunstâncias que acarretaram o óbito. “Ela responde se a morte da paciente teria sido por conta de casualidade ou se contra a Geysa será imputada responsabilidade médica”, afirmou, acrescentando que também aguarda outros laudos periciais complementares que serão emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML), já que os primeiros, de acordo com Raíssa, teriam sido considerados “inconclusivos”.

Outro fator que está sendo avaliado pela 77ª DP no caso de Geysa é a polêmica sobre questão do direito de médicos realizarem procedimentos cirúrgicos em pacientes que, segundo a delegada, está sendo contestado por órgãos normativos, como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), entidades que defendem a posição de que apenas profissionais que tenham feito residência em Cirurgia Plástica poderiam atuar na área.

Gabriela teve complicações causadas por uma lipoescultura realizada por Geysa em uma clínica de Icaraí no último dia 10. No procedimento para tirar a gordura abdominal, a jovem teve o intestino perfurado. Adriana morreu uma semana após se submeter a uma lipoaspiração no abdômen e a uma lipoescultura nos glúteos na mesma clínica, no último dia 16 de julho.

Paty Bumbum é transferida

Patrícia Silva dos Santos, mais conhecida como Paty Bumbum, foi transferida ontem para um presídio do Estado, não divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Ela foi levada por questões de segurança. Patrícia havia sido presa na segunda-feira pela Polícia Civil.

Ela responde à acusação de exercer a profissão de médica ilegalmente e foi presa em sua casa, no bairro de Curicica, na Zona Oeste do Rio. Os policiais também estiveram na casa de Valéria em Vargem Pequena, mas ela não foi encontrada. As prisões se baseiam em depoimentos de pelo menos duas testemunhas, que afirmam terem sido atendidas pela mulher. A polícia também investiga a participação de Patrícia no procedimento de Mayara Silva dos Santos, pelo qual teria resultado na sua morte. Paty negou as acusações e disse que era massoterapeuta.

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