MC Vovô faz sucesso com o hit “Cadê meu pato”

Wellington Serrano –

Quase 10 mil seguidores e mais de 50 mil visualizações podem parecer números de um youtuber famoso, mas trata-se de um niteroiense de 72 anos que usa as redes sociais como brincadeira para divulgar sua música “Quem roubou meu pato”. Enir Monteiro há 10 anos faz clipes sobre o funk e hoje começa a influenciar os jovens de todo o país na pele do MC Vovô. Os filhos e neto acompanham cada segundo e esperam que a vida digital sobressaia sobre a vida na favela para um futuro melhor.

A ideia inicial foi dele mesmo, como conta o MC.

“Vejo a cultura do funk hoje muito invertida dos seus conceitos iniciais e a minha ideia era produzir os meus próprios vídeos sem apelação sexual e sem a apologia as coisas ruins”, contou.

Segundo ele, tudo teve início através de uma brincadeira entre amigos e, apesar dos números de seguidores crescente, as postagens são uma diversão para o MC Vovô, que trabalha como encarregado dos coveiros no Cemitério do Maruí.

E se tem uma coisa que deixa o Vovô do Funk orgulhoso é ver os seus sete filhos, 18 netos e seis bisnetos na linha do bem.

“Não tem nenhum torto. Todos na minha família seguem em linha reta. Parei de beber por eles quando eram pequenos e agora eles respeitam a minha determinação e também são determinados”, comentou.

MC Vovô conta que uma das suas maiores felicidades foi a de cantar para mais de 10 mil pessoas no bairro Ititioca, na Zona Norte de Niterói.

“Foi um show maravilhoso. Nessa hora tive a certeza do que queria e por isso sigo me apresentando em festas”, disse ele ao se referir também as mais de 1.200 visualizações que teve no Facebook.

Sobre a vida de artista, o MC disse que a única coisa difícil é a hora de dividir o cachê com a esposa.

“Minha mulher não entende e não gosta da minha vida dupla. Mas, na hora que dou todo o pagamento na mão dela a coisa muda de figura”, contou, sorrindo, ao dizer que tem uma mulher brava.

Bom avô e marido, MC Vovô disse que mesmo com dois trabalhos para dar conta é discriminado.

“Muita gente me critica pelo fato de ser velho. Mas quero aqui dizer que respondo que, pelo menos, tenho um restinho de vida e com isso vou deixar alguma coisa para meus netos contarem”, concluiu.

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