Mau cheiro incomoda moradores na Ponta da Areia

Wellington Serrano –

Os moradores do bairro Ponta da Areia, em Niterói, estão reclamando do forte cheiro de peixe causado pelo despejo de líquidos dos caminhões que transportam o pescado. Os veículos, que ficam estacionados no início da Rua Miguel Lemos, no acesso da Ladeira Major Rocha, que vai dar na comunidade do Morro da Penha, prejudicam outros comércios e causam desconforto para quem mora por perto.

Segunda a comerciante Fátima Silva, que tem uma pensão na subida da Ladeira das Dores, devido ao fedor os seus clientes não aquentam ficar no local. “O mau cheiro da água de peixe é terrível para o meu movimento, muitos dos turistas se afastam e vão procurar estadia em outro estabelecimento”, lamentou.

A reclamação dos moradores é quando estão aguardando no ponto do ônibus. Eles dizem que, além do forte cheiro, têm o risco de tomarem um banho quando os carros passam em alta velocidade. “A água suja sempre acaba respingando para cima da gente. É um transtorno diário para os passageiros que, além de esperar o ônibus que demora, ainda passa por isso”, denunciou a moradora Maria das Dores Salgueiro.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno (Ammopeppe), Adriano Felício, o local não é adequado para o estacionamento dos caminhões que ficam estacionados para atender o entreposto da distribuidora Antartida Nit, que fica no local. “Sabemos da necessidade e reconhecemos a falta de organização em ter um ponto para eles, mas como está não dá para ficar porque o atual local não tem o escoamento desta água com forte cheiro que sai do baú frigorífico dos caminhões”, disse o presidente, que orientou a despejo do líquido num quarteirão à frente.

“Esse ponto de descarga deveria ser, provisoriamente, ao lado do Condomínio Mirante do Rio, ali no início da Rua Barão do Amazonas, que também não é o ideal. Conversei com os donos dos caminhões e os representantes da empresa e eles também não sabem de quem é a culpa. No entanto, estão errados. Pois, o caminhão deveria parar ali sem estar carregado”, criticou Felício.

O presidente da Associação disse que essa agonia é sempre as segundas-feiras. “O caminhão abastece carrega no sábado e ficam esperando no sábado e no domingo para na segunda-feira irem para o Ceasa e ali não é o ponto ideal e correto. A gente quer conciliar o trabalho dos pescadores, da empresa e dos moradores que muitas das vezes trabalham no local, mas não dá para ficar por conta disso e ficar irregular com a questão ambiental”, afirmou.

Ele disse que o cheiro terrível também incomoda os trabalhadores dos Estaleiros Navais no local. “Os funcionários reclamam muito. Na hora do almoço é o pior para os metalúrgicos que não se beneficiam com o trabalho do pescado desta forma”, lamentou o presidente.

Procurada, a distribuidora Antartida Nit, através de seu gerente que não quis se identificar, disse que o proprietário se reúne com a associação de moradores para amenizar a situação. Já a Prefeitura de Niterói disse que a NitTrans enviará agentes ao local para averiguar as questões citadas.

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