Martine Grael faz nova visita a projeto social após o ouro olímpico

Velejadora conversou com os alunos do Projeto Grael nesta quinta-feira (12)

Os alunos do Projeto Grael receberam uma ilustre visita nesta quinta-feira (12). A velejadora niteroiense Martine Grael conversou com os alunos do projeto social e, naturalmente, levou a medalha de ouro conquistada ao lado de Kahena Kunze. A participação durou aproximadamente 20 minutos.

Durante a fala, Martine explicou um pouco da rotina diária de treinos, falou da preparação mental durante a estada em Tóquio, cuidados com a alimentação e do que muda no treinamento diário quando o ciclo olímpico se aproxima. Além disso, ela explicou como começou a gostar do esporte.

“Quando tinha entre 12 a 15 anos é que comecei a competir mesmo. No início eu era bem ruim (risos). E foi a partir daí que eu passei a querer competir mais, inclusive conheci a Kahena nessa época competindo contra ela. Até que meu pai (Torben) me perguntou se eu gostava mais de velejar ou de sair com as amigas. Foi quando notei que gostava do esporte”, recordou a velejadora.

Das atividades mentais para ter foco à aposta com fisioterapeuta

Martine comentou de que forma conseguiu ficar focada foi a leitura. Contando que o confinamento na Vila Olímpica foi difícil pela impossibilidade de sair do local por causa da pandemia, a niteroiense usou a literatura, a música e até o desenho como recursos para passar o tempo.

“A gente não podia sair da Vila Olímpica, e ficava só olhando da janela as pessoas pelo local. Parecia até um cachorro de tanto que olhava. Para mim, foi muito difícil. Eu não teria conseguido sem ajuda da minha psicóloga. Sem contar que fazia outras coisas para passar o tempo, como ouvir música, dançar sozinha em frente ao computador (risos) e desenhar. A leitura foi outra coisa que me ajudou a concentrar, nunca li tanto como no período em que fiquei lá”, explicou.

Quando questionada sobre qual foi a primeira coisa que pensou assim que ganhou o ouro, ela revelou que imediatamente se lembrou de uma aposta que fez com a fisioterapeuta. Martine afirmou que se conseguisse o ouro iria leva-la para “tomar um porre”. Perguntada por um aluno se a aposta foi cumprida, a niteroiense confirmou. Imediatamente, todos gargalharam com o relato.

Parceria com Kahena Kunze

Após a conversa com os alunos, a velejadora conversou com a reportagem e falou sobre a parceria com Kahena Kunze. Embora seja mais tímida – ao contrário da colega -, Martine afirma que não vê a parceira como “explosiva” segundo alguns afirmam. E que mesmo ela não tendo a mão no leme, a participação da Kahena é fundamental na tomada de decisões.

“Nós cumprimos papéis bem diferentes no barco, pois a categoria 49er FX é muito específica. Mesmo que a Kahena não coloque a mão no leme, ela ajuda demais na tomada de decisões. Por isso que é importante você ter duas cabeças muito boas dentro do barco. Ela me ajuda demais na hora da tática. Nessas horas a gente vê que é preciso ter personalidades diferentes, pois duas cabeças igual à minha talvez não daria tão certo. É isso que nos faz ser tão excepcionais como velejadoras”, comentou.

Visita a projeto no Caramujo

Após a visita ao Projeto Grael, Martine participou de um evento no Parque Esportivo e Social do Caramujo (Pesc), ao lado do prefeito e tio Axel Grael e dos também velejadores Marco (irmão), Torben Grael (pai) e Isabel Swan.

Todos conheceram o espaço e entregaram medalhas aos jovens alunos do projeto, que participaram da semana olímpica em homenagem ao primeiro ano do Pesc. O Parque oferece treinamento gratuito de várias modalidades olímpicas, como atletismo, levantamento de peso olímpico (LPO), lutas, badminton, tiro com arco e skate.

Gabriel Gontijo

Foto: Amanda Savastano

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