Maricá estuda continuidade da pesquisa Sentinela Covid-19

Uma grande aliada de Maricá no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a pesquisa Sentinela Covid-19 entrou em seu último ciclo nessa quarta-feira (28), mas com grandes chances de continuidade. É o que informa o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).

“Daremos início ao último ciclo da pesquisa que nos permite mapear mais detalhadamente como o vírus se comporta durante o processo de vacinação. Sem dúvidas, o Sentinela auxiliou as políticas de enfrentamento à Covid-19 e, agora, é hora de pensar na continuidade dele”, afirma o diretor-presidente do ICTIM, Celso Pansera.

O estudo de continuidade do projeto está sendo avaliado em conjunto com os parceiros, que são a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Participação Popular e Mulher e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O terceiro ciclo do Sentinela, que teve início hoje, fechará esta segunda fase da pesquisa com 1.155 domicílios visitados, ou seja, um terço a mais da primeira fase. Lembrando que em 2020, quando Maricá realizou o Sentinela pela primeira vez, foram 770 munícipes sorteados.

Coordenador do projeto e chefe de gabinete do ICTIM, o biólogo Carlos Senna destaca que Maricá é um dos poucos municípios no Brasil que faz a busca ativa da Covid-19, que é uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O Sentinela tem sido um diferencial para as estratégias de enfrentamento à Covid-19. É por isso que enquanto toda a população não tiver sido vacinada, a pesquisa garante um mapeamento mais preciso dos locais de maior incidência. A nossa programação é apresentar o resultado dessa segunda fase no fim de agosto e, na sequência, iniciar à terceira”, anuncia Senna.

O fechamento da segunda fase é, para o chefe do Laboratório de Virologia da UFRJ e consultor do ICTIM, Amílcar Tanuri, pode servir como um termômetro. “Agora no terceiro ciclo pretendemos ver se a taxa de incidência continua caindo ou se teve algum recrudescimento por causa da introdução da variante Delta no Estado do Rio de Janeiro”, destaca o coordenador.

Neste terceiro ciclo, os moradores de domicílios sorteados realizarão testes de swab e sorologia. Em cada residência, será escolhido para a testagem um morador acima de 18 anos com data de aniversário futura mais próxima ao dia da visita.

As equipes serão compostas por um agente social (entrevistador do Comitê de Defesa dos Bairros), um coletor (técnico/profissional da Saúde que realizará os exames), um agente comunitário de saúde e um motorista.

Os moradores que realizarem os testes receberão seus resultados dias após a visita no telefone e e-mail cadastrados no ato da entrevista. Neste ciclo também serão visitados todos os distritos de Maricá. O Sentinela está em sintonia com o trabalho do Centro de Triagem e Diagnóstico para a Covid-19 da UFRJ.

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