Maricá distribui máscaras para a população em três locais fixos

A Prefeitura de Maricá começou a distribuir máscaras de proteção contra a Covid-19 para a população, em três locais: Praça Conselheiro Macedo Soares (no Centro), na Praça do Barroco (em Itaipuaçu) e na altura do quilômetro 15 da rodovia RJ-106, em Inoã. No total, foram adquiridas 120 mil unidades da peça.

A distribuição está sendo feita por equipes do Comitê de Defesa dos Bairros (vinculado à Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher). Antes de receber as máscaras, as pessoas eram orientadas sobre os cuidados que devem ter, além de higienizarem as mãos com álcool 70%.

As máscaras continuarão a ser distribuídas pela Secretaria de Assistência Social para outros órgãos como os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), a Empresa Pública de Transportes (EPT) e a Guarda Municipal. De acordo com a secretária Laura Costa, foram entregues 30 mil máscaras neste primeiro dia.

“A ideia é realmente reforçar a prevenção ao coronavírus junto à população e impedir sua disseminação, porém o mais importante é que quem recebe a máscara de fato a use. São peças reutilizáveis, feitas de tecido e que poderão ser usadas diversas vezes”, frisou a secretária de Assistência Social, ressaltando que a ação vai seguir nos próximos dias nesse e em outros locais da cidade.

Nos pontos de distribuição, quem pegou as máscaras aprovou a iniciativa.

“Trabalho aqui na Praça do Barroco, volta e meia, esqueço a minha em casa. Então é bom saber que aqui sempre tem disponível”, disse o motoboy Mateus Garcia, de 20 anos. Outro morador de Itaipuaçu, o caminhoneiro Vagner de Oliveira Vidal, disse que está sempre buscando as peças com os agentes na praça. “Isso é ótimo porque nos ajuda a prevenir”, lembrou.

Para a ciclista Andreia dos Reis, que passou de carro pela praça para buscar as máscaras, a colaboração de todos é fundamental. “Fiz um tratamento contra o câncer de mama e me curei, mas com isso estou no grupo de risco da Covid. Tenho que tomar todos os cuidados, mas vejo muita gente pela rua que não usa máscara. O vírus está circulando ainda e todos têm de colaborar”, disse.

Nos três locais, as equipes também circularam pelos pontos de maior movimento e entregaram as máscaras nas calçadas de comércios e filas de bancos, onde também foram bem recebidas por quem passava.

“Vou levar também para gente da família que não tem. Achei bom entregarem na rua”, disse a pescadora Rosemary Flores, de 47 anos, que mora no Flamengo assim como o vendedor Leonardo Assis, de 44. Para ele, a prevenção não pode parar enquanto a vacina não chegar. “Além da higiene com o álcool em gel e outros itens, nunca é demais ter mais máscaras. Em casa ou na rua sempre é bom ter, e é bacana o governo oferecer”, afirmou.

Orientações para o comércio
Representantes da Prefeitura de Maricá se reuniram com alguns dos principais empresários do ramo de bares e restaurantes para alertar sobre o aumento das taxas de contágio de Covid-19 na cidade – a exemplo do que vem ocorrendo em todo o país – e para buscar formas de impedir o agravamento da situação.

O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leonardo Alves, observou que não há intenção, por parte do governo, de recuar na retomada da atividade econômica em Maricá, mas destacou que as regras previstas em decreto devem ser cumpridas.

“Como gestores públicos, temos o dever de tomar as medidas necessárias para resolver o problema de saúde pública, o que inclui fiscalizar e punir o comerciante que desrespeitou o decreto, seja com uma multa ou até a proibição de funcionamento”, afirmou o secretário, acrescentando que é impossível para o poder público fiscalizar todos os estabelecimentos a cada dia, daí a importância da conscientização dos empresários.

O médico Marcelo Velho, coordenador da rede de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde de Maricá, destacou que não é só em Maricá que a situação da pandemia de Covid-19 voltou a se agravar.

Procurador-geral do município, Fabrício Porto solicitou a colaboração dos comerciantes na observância das regras de funcionamento.

Alguns comerciantes reclamaram de um possível endurecimento das regras de funcionamento, argumentando que há estabelecimentos que descumprem as normas e não são punidos, o que acaba atraindo clientes e promovendo aglomerações, enquanto os demais, que seguem as regras, registram queda no faturamento e prejuízo financeiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 5 =