Maricá confia na liberação da vacina Sputinik V para imunizar a população

No último dia 19, a Prefeitura de Maricá assinou um contrato para a aquisição de 500 mil doses da vacina Sputnik V, de fabricação russa, contra a Covid-19. O anúncio foi feito à época, pelo prefeito Fabiano Horta em suas redes sociais. Porém, no último sábado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, em nota, que havia suspendido os prazos de análises do pedido de uso emergencial do imunizante da Rússia. Segundo a agência, a medida foi adotada “devido à ausência de documentos”. Apesar da decisão da agência, a prefeitura acredita que a liberação não tardará.

Com o compromisso firmado entre a prefeitura e o governo russo, Maricá foi a primeira cidade do Brasil a comprar imunizantes contra o coronavírus por conta própria, após a sanção do projeto de lei 534/2021 pela Presidência da República, que autoriza estados, municípios e entes privados a comprarem vacinas contra a Covid-19 que já possuam registro ou autorização temporária para utilização no Brasil.

A suspensão dos prazos de análise por parte da Anvisa não preocupa a administração municipal.

“A Prefeitura de Maricá ainda está aguardando a finalização do contrato, que por ser binacional impõe uma tramitação mais demorada. Só depois de concluído esse processo o prazo de entrega, de 15 dias úteis, passará a ser contado”, disse em nota.

A prefeitura está confiante na liberação da vacina russa, devido à urgência para imunizar a população.

“A Prefeitura espera que a Anvisa libere o quanto antes a aprovação, já que a urgência implica em vidas salvas, mas no limite, poderá se valer da decisão do STF que permitiu a compra por estados e municípios desde que a vacina tenha pelo menos uma comprovação de autoridade sanitária internacional, o que é o caso da Sputnik”.

Desenvolvida pelo laboratório Gamaleya, a vacina Sputnik V alcançou eficácia de 91,6%, segundo estudo publicado pela revista científica The Lancet. O estudo mostrou, ainda, que 21 dias depois da aplicação da primeira dose, o imunizante foi 100% eficaz na prevenção de casos graves e de mortes.

Atualmente, estão autorizadas para uso emergencial no Brasil a vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, e produzida no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Elas estão sendo adquiridas e distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados para vacinação da população dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Anvisa também concedeu registro para a vacina Cominarty, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. Nesse caso, o registro é definitivo, para uso amplo, entretanto, o imunizante ainda não está disponível no país.

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