Marcelo Delaroli enquadra PR na oposição em Maricá

O deputado federal Marcelo Delaroli assumiu este final de semana a presidência do diretório de Maricá do Partido da República (PR). Agora, ele quer enquadrar os vereadores da legenda, Rony Peterson e Bidi, que apoiam o governo do prefeito Fabiano Horta (PT), para que eles passem à bancada da oposição. O republicano não vai permitir que os parlamentares desrespeitem as diretrizes partidárias.

Delaroli destaca que a existência da oposição é fundamental para o regime democrático e aprimoramento de uma administração pública que esteja disposta a ouvir críticas. “A nossa orientação é que o PR mantenha oposição atuante, denunciando irregularidades e, acima de tudo, lutando e propondo melhorias para o bem-estar de toda a população de Maricá. Estou deixando claro essa postura aos filiados e parlamentares”, explica Delaroli.

Dentre as diretrizes do PR, fica vedado a qualquer partidário, exercendo mandato ou não, ter posicionamento (declaração, voto, apoio político, entre outros) contrário às orientações da Executiva municipal. Ou seja, não vão ser admitidas infrações ou conivência com a atual administração municipal.

“Os escândalos e abusos do governo petista continuam. Os ônibus vermelhinhos não estão circulando, mas a EPT aumentou seus gastos para virar cabide empregos dos aliados políticos; o processo seletivo da Saúde está sendo investigado pelo Ministério Público por fraude; faltam medicamentos no hospital e postos de saúde. O vereador que não acompanhar as orientações partidárias fica sujeito a penalidades previstas no Estatuto, que vão desde advertência até perda do mandato”, conclui Delaroli.

O dirigente ainda vai se reunir com o Bidi e Rony Peterson. Nenhum deles se pronunciou ontem. No último sábado, ao apresentar a sua prestação de contas através de um vídeo em uma rede social, ele enalteceu a gestão de Horta. “Fica aqui o nosso agradecimento e parabenização ao governo Fabiano Horta e todas as secretarias pelo empenho e desenvolvimento mostrados até agora”, disse Peterson.
Caso os dois passem para a oposição, haverá um equilíbrio de forças na Câmara Municipal, com a base governista composta por nove parlamentares e a oposicionista, oito. O número já é suficiente para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por exemplo.

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