Marcelo Delaroli é convidado a assumir direção do PR no RJ

Wellington Serrano

A Comissão Executiva Nacional do PR deve anunciar na próxima semana a nomeação do deputado federal Marcelo Delaroli (PR-RJ) para a presidência estadual do partido no Rio de Janeiro. Em conversa com A TRIBUNA o deputado confirmou que o presidente nacional do Partido da República (PR), o advogado Antônio Carlos Rodrigues, formulou convite para ele dirigir a legenda a nível estadual. “As conversas estão acontecendo, mas não tem nada a ver com a saída do ex-governador Garotinho”, alinhavou.

O deputado, que é presidente municipal do diretório do PR em Maricá, cumpre seu primeiro mandato como deputado federal e é candidato a reeleição. Ele disse que só aceitará a convocação se puder ter voz ativa na legenda. “Só aceitarei o convite se puder levar o partido para onde quero”, ressaltou.

Garotinho deve ir para o PROS após expulsão do PR
Mesmo afastado da presidência estadual do Partido da República (PR) no Rio de Janeiro pela Executiva Nacional da legenda, o ex-governador Anthony Garotinho fez uma reunião, no Clube Municipal, na Tijuca, ontem à tarde com militantes e presidentes de diretórios do PR para definir os rumos que seu grupo tomará no Rio de Janeiro.

Sem relevar qual será seu novo partido, que os mais próximos afirmam se tratar do PROS, Garotinho disse que antes de qualquer coisa vai ouvir a população em todo o estado para aperfeiçoar a sua decisão. Segundo fontes políticas, para governador Garotinho encontraria uma forte rejeição, agora para federal ele teria cerca de 500 mil votos fácil.

“Vou fazer igual ao índio que encosta o ouvido no chão. Vou rodar as cidades, quero saber qual a opinião do povo antes de partir com tudo”, disse. Na última terça-feira, a direção nacional do partido decidiu afastar Garotinho das funções de liderança no estado menos de 24 horas depois de uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o reconduzir ao cargo.

A decisão do ministro plantonista Admar Gonzaga revertia um parecer anterior da Justiça Eleitoral de Campos que o mantinha longe da presidência durante as investigações da operação Caixa d’Água, que levou o ex-secretário municipal de Governo e o presidente nacional do PR, Antonio Carlos Rodrigues, à cadeia por quase um mês no final do ano passado, acusados de operar um esquema de arrecadação de propina na Prefeitura de Campos durante a gestão de Rosinha Garotinho (PR).

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